Introdução: Bem vindos ao Coração do Brasil

Caros Amigos & Prezados leitores,

Colegas de profissão & Companheiros de estrada.

Conhecer aos outros é de cara, conhecer-se a si mesmo.

Viver para compreender a sociedade é descobrir

que os outros serão sempre a razão de nossa existência aqui.

Edward M. Luz

Necessárias apresentações…

    Para os que desejam conhecer melhor minhas idéias, pensamentos e interpretações este é o lugar apropriado. Sou Edward M. Luz, antropólogo em busca de equilíbrio, compreensão e desenvolvimento integral. À seu tempo e na medida certa quero compreender o mundo, o comportamento humano e as relações entre indivíduos, sociedades estados e governos. Descobri cedo que não há lugar mais complexo para começar senão na realidade brasileira, afinal… o Brasil não é para principiantes. Mas, vamos lá, quem desde sua adolescência se dispôs a compreender o Brasil e o Povo Brasileiro, suas sociedades, nosso governo e nação um dia estará pronto para encarar o mundo.

    Apesar das diferentes facetas de minha personalidade, pareço ser sempre a mesma incógnita para todos. Amistoso, compreensivo, ameaçadoramente curioso e disposto a saber sempre mais e sempre disposto a um olhar diferente. No fundo, parece que já conheço todas as pessoas que conhecerei um dia. Quando conhecê-las melhor, as buscarei dentro delas o papel que desempenham no repertório humano e as reconhecerei dentro de mim. E no meio de nossa conversa, entre uma emoção e alguns pensamentos, perceberemos que temos a mesma natureza, compartilhamos as mesmas condições existenciais que se impõem sob os humanos. Enfim trilhamos o mesmo caminho dos mortais. Somos parceiros de caminhada. Por que não fazer dessa caminhada um exercício de compreensão mútua?

Perceberemos então que já nos conhecíamos há tempos e que foi só as limitações desta vida que ainda não nos concedera a oportunidade de nos encontrarmos pelo caminho. Um dia todos compreenderemos melhor o mundo e a existência humana nesse planeta… é só uma questão de tempo. I hope…

 Portanto, seja bem vindo, prezado companheiro de caminhada. Sinta-se a vontade para ler, opinar e comentar nossos posts, pois se ainda não nos conhecíamos, nos conheceremos um pouco melhor por aqui. É com grande satisfação e uma certa apreensão, aquelas que sempre temos em nossos primeiros encontros, que inauguro esta que será primeira de outras páginas que estrearei e coordenarei a partir de então conforme a necessidade e oportunidade.

 Mas não sejamos afoitos. Conhecer é o exercício de uma vida.  nos conheceremos melhor com o passar do tempo, com os posts, os textos e artigos, fotos e reportagens comentados aqui, e é claro com o responder das perguntas. Tudo isso em breve conformará o enredo mais convincente e esclarecedor sobre quem somos, o que fazemos e como construiremos as relações de convivência melhor aqui na Terra. Assim que descobrirmos as melhores questões para as velhas respostas já engessadas pelo tempo, construiremos juntos um novo saber com novas respostas e propostas. Espero que juntos possamos responder minhas perguntas e construir ambientes adequados para nossa melhor compreensão.

Edward Luz Antropólogo!!!

  Concedo-me o direito de continuar exercitando minha antropologia. É o que venho fazendo há quase duas décadas e é o que pretendo fazer pelas próximas décadas de minha existência. Para além do que dizem os papéis timbrados que tenho da UnB e muito mais importante do que o título de bacharel, mestre e um dia de doutor  pela Universidade de Brasília, sou antropólogo por vida, de profissão e de existência. Nasci num contexto transcultural e ao longo da vida venho me exercitando para me enfrentar os desafios da profissão à medida que sigo conhecendo a mim mesmo e aos outros com quem convivi e  conviverei. Me esforço por continuar trilhando o mesmo caminho de outros grandes nomes que vieram antes de mim. Nomes como Curt Nimuendajú, Eduardo Galvão, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, e é claro o grande Darcy Ribeiro que com tantos outros que pensaram e interpretaram o Brasil, sonhando e ajudando a construir esta grande nação que ela tem se tornado.

No curto tempo de  vida que me foi dado, tive o privilégio de conhecer  e conviver com mais de 30 grupos étnicos no Brasil e na América do Sul. Trabalhei para a FUNAI na identificação e delimitação de mais de 8 terras indígenas no Estado do Amazonas, realizei minhas pesquisas etnográficas entre os povos Jê do Brasil Central, sobretudo com os Xerente do Tocantins, e também conheci a realidade dos Kokama, dos Tikuna, Baré, do Alto, médio e Baixo rio Negro, do Solimões, vale do Javari, da calha do Amazonas, do Pará e do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Todas estas e muitas outras experiências de convivência e existência que quero pensar e analisar ajudando com minhas e interpretações, questionamentos e considerações.

      Entendo a responsabilidade que essa escolha de profissão trará sobre mim e sobre esse blog. Escondê-la, seria privar-me do direito, de um dever e da responsabilidade que tenho. Ignorar os fatos ou ser neutro e passivo, impossível. Ausentar-me e seria negar a mim mesmo uma parte substancial de minha escolha de vida.

     Nesse site quero atualizar e aplicar todas as ferramentas  que a antropologia me concedeu e das quais me apropriei. E podem ser muito mais numerosas gerando resultados mais  interessantes e atuais do que os esquemas de parentesco, as linhagens patrilineares, locais de residência pós-marital,  sistemas mitológicos e as estruturas sociais de nosso grupos étnicos. Sem desprezar este legado, percebi que a antropologia nos fornece importantes instrumentos para conhecer e interpretar o mundo, compreender os conflitos humanos, encontrar as melhores alternativas para a construção de soluções aos nossos problemas. Tão importante quanto aplicar a antropologia para compreender os conflitos e aplicá-la para encontrar soluções a eles. No sentido oposto, usar a antropologia para mantê-los e usar os conflitos étnicos para a manutenção de propostas ideológicas fracassadas é a pior finalidade dada à antropologia e a pior combinação que com ela se pode fazer.

    Portanto, aqui escreverei sobre tudo e sobre todos um pouco, mas sempre sobre  existência humana em geral. Desde as decisões tomadas aqui no Planalto central até as repercussões que elas têm em todos os vales e rios brasileiros sob os quais se aplicam. Do Planalto central para o Brasil e dele para o mundo. À exemplo do mestre Euclides da Cunha registrarei minhas notas sobre aspectos do sertão, dos sertanejos, os indígenas e ainda o longo conflito entre ambos que há tempos já devia findar.

   Entendam essa página como uma espaço de expressão de minhas observações vivenciais, existenciais e etnográficas decorrente de minhas experiências em campo. Meu diário de campo, postado ocasionalmente na grande rede de comunicação global.

É meu direito e  dever comunicar ao mundo e sobretudo à sociedade que integro e pertenço, minhas interpretações sobre o Brasil e este encontro de sociedades que abriga, analisando seus problemas propondo soluções para os mesmos. É basicamente isso que nós antropólogos fizemos durante todos esses anos da disciplina. A internet e sobretudo os Blogs, Flogs são instrumentos úteis na divulgação de nosso trabalho, concretizado em retratos dos problemas vivenciados, ideias e interpretações sobre o mundo.  É na prática a oportunidade que nós antropólogos temos de socializar e divulgar nossa contribuição acadêmica para com a  sociedade.

SOBRE o BLOG

    O blog que agora inauguro recebeu esse nome exatamente porque pretende registrar minhas experiências existenciais enquanto estiver vivendo e morando nessas avenidas ou esquinas do planalto central, seja no centro do poder político de nossa Pátria, seja  em grupos indígenas em todo Brasil, afinal não existe propriedade sobre o Coração do Brasil, que é exatamente o lugar que cada um de nós brasileiros transforma no centro  de sua realidade existencial brasileira.

    Pensado como um espaço de divulgação geral, portanto de leitura mais fácil e acessível este não blog nem tem pretensões tão acadêmicas assim. Mas serei fiel aos dados coletados em campo,   sincero e rigoroso em algumas das interpretações mais candentes para que os meus pares antropólogos, mais exigentes quanto a precisão etnográfica e a interpretação etnológica possam acompanhar minhas reflexões e com elas a evolução de minha formação e amadurecimento profissional.

  Portanto sejam bem vindos. Não sejam passivos caros leitores; entrem, leiam, comentem, critiquem, vejam minhas fotos de campo, e sobretudo, interajam enquanto partilham comigo esses desafiadores momentos de compreensão mútua.

 Please, be Welcome. Edward M. Luz. Antropólogo Social

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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8 respostas para Introdução: Bem vindos ao Coração do Brasil

  1. sabrina disse:

    …()""() .("( \’o\’ ) oi ….entrei… ,-)____)|\’–. "=(o)==(o)=\’ —–\\\\\\\\|//——- ——( @@)——-Dei uma boa olhada! —ooO–(_)–Ooo- Uma passadinha rápida (\\)__(/) (=*.*=) Só para dizer que seu blog é show (")__(") (\\)_(/) (=\’o\’=) (")_(") e não esquece de visitar o meu… comenta tá*´¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸.•´ (¸.•` * ♥ Abraços!!Meu blog tah atualizadu!!!!

  2. IllaMaria disse:

    Edward, querido. Até que enfim! Parabéns!!! bjo

  3. David I. Rezende disse:

    E aí Edward!? Legal seu Blog. Gostei. Mas e aquele Belinão vermelho na foto? Muito fera!! Abração, cara!

  4. Priscila disse:

    O texto está ótimo, de grande riqueza existencial e poética. As fotos também são maravilhosas…fiquei vendo-as e pensando no Eduardo que vc me permite conhecer. Existem partes da sua pessoa que eu nunca conheci, e posso dizer que te conheço muito pouco de fato. Mas o pouco que conheço me leva a te admirar tanto, Du……sua determinação e persistência pra conquistar tudo o que já conquistou na vida são realmente um espelho…..Ver você assim agora, depois de tudo que vc passou esse ano é inexplicavelmente bom. Seu rostinho me transmite uma grande força, uma imensa paz…um grande orgulho por te conhecer, e conversar contigo de perto, como poucos. Me considero uma privilegiada por isso. Poder ser sua contemporânea, e mais que isso, te conhecer um pouco melhor, estou certa, tanto agora como no futuro é motivo de grande alegria… é exatamente assim que eu sinto.Sem puxasaquismos, sem querer impressionar, apenas estou sendo sincera…..e te falando o que veio em minha cabeça e coração ao ver aquelas fotos multifacetárias da pessoa sempre plural que vc é…cada vez com um visual, mas sempre o mesmo : Uma pessoa linda.Sou sua fã, Du…..você é um grande espelho pra mim. Um beijo,Pri

  5. THIAGO ZAMPOLIN disse:

    Querido primo,"A gente não faz amigos; apenas reconhece-os."Essa frase de Vinícius de Moraes resume o que tenho para dizer ao teu respeito. Aliás, respeito, orgulho em tê-lo como meu primo (mesmo que um pouco distante) e, acima de tudo, poder mostrar para todos que tenho um primo que é antropólogo (isso é chique demais da conta, sô!).Cara, que gostoso ver você realizando seus sonhos, correndo o caminho da sua vida, e que vida tão diferente que é essa tua da minha! Que gostoso poder conhecer pessoas tão iguais e diferentes de mim mesmo. Que delícia poder ver e rever suas fotos no Spaces…Estou feliz. Agradeço a Deus pela sua vida, pela sua história, por podermos escrever nossas histórias com algumas partes iguais. Eu dar uns pitacos de vez em quando no seu blog por um olhar teológico sobre todas as descobertas antropológicas que você registrar. Vamos construir um conhecimento, algo novo, deixar nossas marcar na internet.Que você possa, como é teu desejo, mostrar ao mundo a pessoa maravilhosa que você é através de tudo que você postar neste espaço.Que Deus te acompanhe, encoraje e esteja sempre ao teu lado em mais essa aventura.Seu irmão na fé, primo e grande admirador,Thiago Zampolin

  6. Unknown disse:

    Edu, tudo bem?demorou, mas, conseguiu hein!!Parabéns pelo seu weblog

  7. Unknown disse:

    Lemos o texto juntos nos emocionamos. A viagem que estamos fazendo, a distancia e ler o texto trouxe saudades. A vó riu muito e por pouco não passa mal. A mãe disse que você deveria ser cronista no lugar de antropologo. O texto está ótimo e flui naturalmente, como se estivesse sido elaborado com esmero. com certeza outros textos virão e serão melhores, isto no amadurecimento pois na essência não há como melhorar. Os textos desenvolvem a sua idade como o ser humano a sua. Poderia dar os maiores elogios mas isto fica na nossa intimidade. Abraços,Avó, mãe e pai.

  8. R@IO DE SOL disse:

    Oi Ed, ao ler o comentário dos amores de sua vida "Avó, Mãe e Pai", entendi porque o acaso me fez encontrar o seu blog!!!! Estarei sempre aqui viajando nessas matas. Abração.

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