Aldo lança livro sobre polêmica demarcação da Raposa Serra do Sol

Usar causas nobres como a defesa do meio ambiente e dos índios do Brasil para implementar uma agenda política escusa e deletéria é agir de má com os interesses nacionais da sociedade brasileira. Esta é a principal denúncia que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB–SP) apresenta em seus ensaios no livro Raposa Serra Do Sol – O Índio e a Questão Nacional (Ed. Thesaurus), que foi lançado na quarta-feira (24), na Câmara, em Brasília, e no dia 4 de março, em São Paulo.

Os dois ensaios inéditos reforçam a importância do índio. O primeiro ressalta a contribuição dos indígenas à formação da cultura e do idioma brasileiros. Já o segundo questiona a vertente antropológica, chamada por ele de “colonial e neocolonial”, que procura isolar o índio da sociedade nacional, substituindo a integração pela política de segregação posta em prática nos últimos tempos. Aldo Rebelo é a favor da demarcação das terras indígenas, mas sem deixar de lado as pessoas que vivem lá há muitos anos e sem isolar os índios do restante do país, como se fossem estrangeiros.

O livro Raposa Serra do Sol reúne ainda artigos e entrevistas sobre o processo de demarcação de terras indígenas na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, que levou a União a expulsar os não índios da região e criou uma área contínua de 1, 7 milhão de hectares para cinco tribos indígenas, o que considera “um erro geopolítico do Estado brasileiro”.

Aldo defende que as áreas ocupadas pelos índios devam ser demarcadas, mas sem a exclusão de outros brasileiros e sem que isso ameace a soberania nacional. Ele adverte para os riscos da tese de autodeterminação dos indígenas: “Se prosperar esta doutrina de que os índios têm direito à autodeterminação em seu território, como parece estar prosperando, amplia-se uma vulnerabilidade que expõe larga faixa do território brasileiro à influência de organismos internacionais e ao manejo de organizações estrangeiras”.

Trechos dos artigos

“Sobressai no noticiário a caricatura de um enfrentamento polarizado entre índios não aculturados e capitalistas-tubarões-predadores, mas, em verdade, também são protagonistas do problema os caboclos, pequenos agricultores, pecuaristas, comerciantes e até o Exército, impedido de exercer a sua missão constitucional de vigiar extensas faixas de fronteira com a Guiana e a Venezuela. (…) A demarcação da reserva deveria, portanto, ter levado em conta os interesses legítimos dos diversos estratos sociais ali presentes.”

“Agora, fala-se em ‘povos indígenas’, ‘nações indígenas’, ‘autodeterminação indígena’, como se as tribos constituíssem nacionalidades independentes em territórios emancipados. Chegamos ao paroxismo de tuxauas barrarem a circulação de generais do Exército em faixa de fronteira.”

“Eu sou tributário da minha formação marxista, da luta pela igualdade. Hoje, há uma grande parcela da esquerda que, depois de capitular diante das dificuldades para transformar o mundo, dedica mais esforço a cultuar e a reforçar a diferença, em vez de buscar a igualdade.”

“Menos mal que a maioria dos índios e suas lideranças vive distante do mundo das ONGs urbanas e ligadas ao financiamento e aos interesses externos. Ainda é tempo de o Estado Nacional estender as mãos aos irmãos indígenas e neutralizar as influências nefastas de aproveitadores.”

“O ambientalismo e o indigenismo de inspiração externa constituem uma forma de guerra comercial contra o Brasil, dirigida principalmente contra dois objetivos: a expansão da fronteira agrícola e a ampliação da fronteira mineral do País.”

Serviço:
Lançamento em Brasília
Quarta-feira (24 de fevereiro), às 17h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados

Lançamento em São Paulo
Quinta-feira (4 de março), às 19h, no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Rua Genebra, nº 25 – Bela Vista)

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em Convenção 169 da OIT, Demarcação de terras indígenas, Julgmento embargos Raposa/Serra do Sol, Sem categoria, Terras Indígenas e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

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