Edward Luz na rede CBN: faltam transparência e participação democrática no processo demarcatório de terras indígenas no Brasil

Prezados leitores do meu Blog, Revelando Segredos da Tribo…

Parentes Indígenas e Não-Indígenas…

Fico feliz e satisfeito em poder compartilhar com vocês o áudio de minha entrevista concedida ao jornalista e radialista Milton Jung nesta manhã de sexta-feira dia 10 de maio de 2013. Apesar do pouco tempo (7 mins) e da complexidade do tema sinto que consegui sintetizar nessas poucas palavras aquilo que muitos brasileiros sentem, percebem e pensam sobre o processo de demarcação de Terras Indígenas.

Minha satisfação decorre da percepção de que meus empenhos continuados pela construção conjunta de um modelo mais democrático, transparente e equilibrado de demarcações de terras indígenas estão surtindo efeito. Depois de anos trabalhando para FUNAI, depois de muitos estudos e pesquisas sobre a problemática, depois de leituras e reflexões sobre o tema começo a colher os primeiros frutos que parecem indicar que importantes mudanças serão implementadas no processo de demarcação para permitir que tenhamos um verdadeiro sistema transparente e republicano de solução dos constantes conflitos e que emergem das demarcações de Terras Indígenas.

Quando percebo que  esta é de fato a primeira vez que se começa a discutir este tema em âmbito nacional, começo a acreditar que está valendo a pena toda minha luta, todo meu esforço em denunciar exageros e irregularidades deste processo. Quando nos aprofundarmos (eu e todos aqueles que quiserem) nestes muitos casos e processos que insistem em permanecer velados conseguiremos desenvolver uma relação mais sincera com as sociedades indígenas, um verdadeiro desejado respeito pela FUNAI, que no momento não merece nossa consideração, e quem sabe um dia, uma atuação antropológica mais livre e autônoma de compromissos políticos e ideológicos de uma agenda escusa.

Agradeço àqueles muitos me felicitam pela coragem e competência, tanto quanto àqueles que se dedicam à criticar e questionar meus pontos do vista. Lamento por aqueles que partem para a agressão verbal e pessoal e para a desvalorização do meu esforço profissional em promover esta reforma do sistema demarcatório que o Brasil precisa. Outros capítulos importantes virão nesta disputa e estarei aqui com vocês.

Entrevista do antropólogo Edward M. Luz na rede CBN: 10/05/2013: falta muita coisa para aperfeiçoar o processo de demarcação de Terras Indígenas no Brasil

Sinceramente agradecido, Edward M. Luz. Antropólogo Social.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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