Obras de Belo Monte continuam… não se sabe por quanto tempo!!!

A Norte Energia S.A., empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, informa que retomou as obras no Sitio Belo Monte nesta sexta-feira passada (31/05), após acordo na negociação entre os representantes do Governo Federal com os indígenas que invadiram o canteiro do sítio Belo Monte.

Uma negociação local possibilitou a retomada das obras no local mas a falta de acordo entre os representantes indígenas Mundurukus que foram a Brasília e o Secretário-Geral da Presidência da República  Ministro Gilberto Carvalho.

Dois aviões da FAB trouxeram quase 150 índios de Altamira, no Pará, até Brasília. Eles são contrários à construção da usina de Belo Monte. Na semana passada, invadiram o principal canteiro de obras da hidrelétrica, que ficou parado por cinco dias.  Eles só permitiram que os trabalhos na usina fossem totalmente retomados depois que foi confirmada a reunião da terça-feira (4).

Os índios disseram que queriam ter sido ouvidos sobre a construção das usinas de Belo Monte, Tapajós e Teles Pires. “Fomos absolutamente claros com eles, dizendo que o governo não vai abrir mão dos seus projetos. Agora, o governo fará as correções necessárias para fazê-lo de forma adequada”, afirmou Carvalho.

Os invasores ficaram alojados no escritório central, longe de qualquer área de produção pesada e, na última terça-feira (04/06), pela manhã, serão transportados à Brasília pela União, para reunião com o Governo Federal. O acordo garante a segurança dos trabalhadores e dos próprios invasores.

A Norte Energia informa que não participou na negociação, uma vez que o pleito dos invasores não é da alçada da empresa e a invasão já foi reconhecida pelo Poder Judiciário como ilegal. Resta saber como serão conduzidas as negociações de agora em diante para que os trabalhos em Belo Monte possam avançar.

Edward Luz. Antropólogo Social

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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