Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil?

Por Edward M. Luz. Antropólogo

Já havia denunciado em entrevista à revista InfoVias, [https://edwardluz.wordpress.com/2013/01/09/distorcoes-nas-demarcacoes-e-ingerencia-das-ongs-internacionais/] que nossa elite intelectual é tão engajada e comprometida com posturas ideológicas comunitaristas e com a agenda política do movimento indígena latino-americano, que foi necessário quase duas décadas de acúmulo de informações e a contribuição de pesquisadores e jornalistas estrangeiros para que os brasileiros finalmente acordassem para perceber os fenômenos de manipulação das minorias étnicas contra os interesses do povo e da sociedade brasileira.

Dentre os que prestaram as maiores contribuições neste sentido, destaque especial vai para o casal Lorenzo Carrasco e Sílvia Palacios. Por suas contribuições ambos merecem o título de serem os mais produtivos investigadores sobre o assunto e que mais seriamente se dedicam a responder  perguntas complexas em obras altamente reveladoras como Mafia Verde 1 e 2, Ambientalismo à serviço do Governo Mundial.

Pois agora, em junho, finalmente vem ao público brasileiro, mais uma poderosa contribuição para os debates sobre a complexa questão indígena, a Capax Dei Editora anuncia o lançamento do livro Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil: um olhar nos porões do Conselho Mundial de Igrejas.

A obra é a mais nova contribuição dos jornalistas Lorenzo Carrasco, sociólogo e cientista político, e sua esposa Silvia Palacios,  ambos jornalistas mexicanos radicados no Brasil há muitos anos, expõem as origens, a formação e a agenda da vasta rede de ONGs, fundações privadas e agências governamentais de certos países do Hemisfério Norte, em especial, os EUA e o Reino Unido, que constitui o aparato indigenista internacional, que tantos problemas tem causado ao Estado brasileiro. Entre tais entidades, a obra destaca o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), cujas intervenções no Brasil remontam à década de 1950, a qual tem muito pouco a ver com a promoção de um verdadeiro ecumenismo, e muito mais com o velho objetivo colonial de obstaculizar o desenvolvimento das regiões “periféricas” do planeta, dificultando-lhes a modernização e o progresso.

Como demonstram os autores, a criação do CMI, em 1948, resultou de décadas de articulações de importantes grupos do Establishment oligárquico anglo-americano, para instrumentalizar vários esforços em prol do ecumenismo religioso para a sua agenda intervencionista de caráter neocolonial. Neste contexto, a entidade se apoderou de várias iniciativas legítimas, como a defesa dos direitos humanos, a proteção das comunidades indígenas e do meio ambiente, para inseri-las em uma agenda contrária aos interesses maiores dos Estados nacionais soberanos que colocou em sua alça de mira.

O livro descreve como as intervenções do aparato indigenista têm acarretado atrasos, encarecimentos e, em muitos casos, o impedimento da implementação de numerosos empreendimentos em todo o País, especialmente, grandes projetos de infraestrutura, em um processo que se assemelha a uma guerra irregular, de efeitos mais eficientes que os de uma agressão militar convencional. Além do CMI, são detalhadas as ações de ONGs como o Instituto Socioambiental (ISA), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Survival International, agências governamentais como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA) e a brasileira Fundação Nacional do Índio (Funai), além de fundações privadas como a Rockefeller, Ford e Heinrich Böll, entre outras.

Dois capítulos inteiros são dedicados ao tema do “etnonacionalismo”, a insidiosa agenda de reformatação dos Estados nacionais existentes com base em critérios étnicos, e à chamada “Antropologia da Ação”, que defende a colocação da ciência antropológica a serviço deste projeto de criação de “nacionalidades indígenas”.

Por tudo isto e por muito mais que só a leitura da obra pode revelar Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil é uma obra indispensável para quem se dedica a compreender o que vai por trás da enorme força política que embala o poderoso e crescentes interesses do movimento indígena brasileiro.

Edward M. Luz

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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