Protesto contra demarcações reúne 800 pessoas em MT

Protesto contra demarcações reúne 800 pessoas em MT.

Reportagem do Estadão.

 A manifestação dos produtores rurais contra a demarcação de terras indígenas organizada pela Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) reuniu 800 pessoas às margens da BR-364/163, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Cuiabá, no sentido Rondonópolis. A Famato informou em nota que participaram do protesto produtores rurais, lideranças do agronegócio, parlamentares e moradores de 10 municípios e áreas atingidas por demarcações de terras indígenas em Mato Grosso, como a região da Suiá-Missú.

O presidente em exercício da Famato, Normando Corral, afirmou que o protesto teve como objetivo mostrar não só a insatisfação como também ‘a ilegalidade do que está acontecendo com os produtores rurais’. Ele defende a aprovação da PEC 215, que atribuirá ao Congresso Nacional a competência para a demarcação de terras indígenas e a suspensão dos processos de demarcações feitos pela Funai.

Segundo a Famato, Mato Grosso possui 67 áreas indígenas que correspondem a aproximadamente 12,5 milhões de hectares. ‘A população indígena no Estado é de apenas 27,5 mil índios. Além das terras já homologadas, Mato Grosso tem 25 áreas em processo de demarcação. Caso estas áreas sejam demarcadas, o território indígena do Estado alcançará 19 milhões de hectares, o equivalente ao tamanho do Estado do Paraná’.

O deputado federal e presidente da subcomissão especial de demarcação de área indígena da Câmara Federal, Nilson Leitão (PSDB/MT), afirma que ‘é preciso mostrar à sociedade a verdadeira realidade dos indígenas brasileiros e do trabalho feito pela Funai’. Ele acusa a Funai de ‘fabricar índios e utilizar laudos ilegais’.

A Famato diz que em Mato Grosso um dos casos mais recentes foi a demarcação da terra indígena Suiá-Missú, ‘onde cerca de sete mil pessoas foram expulsas de suas propriedades e até uma cidade, Posto da Mata, foi destruída durante a desocupação da área de 165 mil hectares que a Funai alega ser dos índios Xavantes’.

A entidade relata que, além de Suiá-Missú, municípios como Juína, Brasnorte, Marcelândia e Apiacás poderão sofrer grandes perdas econômicas com as novas demarcações. A Funai está concluindo um estudo para revisão dos limites da TI Enawenê-Nawê, que abrange os municípios mato-grossenses de Juína, Sapezal e Comodoro. Atualmente, a terra indígena possui 742 mil hectares e a proposta é ampliar em mais 600 mil hectares, elevando a área para cerca de 1,3 milhão hectares.

Em Brasnorte (626 km de Cuiabá), a Justiça Federal anulou a portaria da Funai que pretendia ampliar a TI Menkü, mas a autarquia ainda pode recorrer da decisão. A área possui 47 mil hectares e se a ampliação for aprovada chegará a 147 mil hectares. Em Apiacás, a ampliação da reserva indígena Kayabi já foi homologada pela Presidência da República, aumentando a reserva indígena em 729%, passando de 127 mil hectares para 1,053 milhão de hectares, diz a Famato.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,protesto-contra-demarcacoes-reune-800-pessoas-em-mt,1042544,0.htm

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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