Semana da Dependência: protesto contra as demarcações promete suspender abates por 1 mês.

Em protesto contra as demarcações das terras indígenas em Mato Grosso do Sul, produtores rurais do Estado organizam movimento batizado de Semana da Dependência, para ficar sem abater gados durante um mês, no período de 20 de agosto e 20 de setembro.

Reunião de produtores em Amambai, MS, será dia 08.08

O movimento é encabeçado pelo pecuarista de Dourados, Glauco Mascarenhas, 20 anos, e pretende suspender o fornecimento de alimentos para alertar a população a uma série de problemas que acontece no campo chamando a atenção também para a prorrogação de dívidas.

Segundo Mascarenhas, produtores rurais do todo o País já aderiram ao movimento, que ganhou força através das redes sociais, sobretudo por meio do facebook que tem o perfil https://www.facebook.com/Semanadadependencia. O produtor acredita que a paralisação irá acontecer mesmo que não tenha o apoio de 100% da categoria rural e que o movimento irá causar um impacto político e econômico considerável.

Na página do movimento no Facebook, Mascarenhas promete que o movimento  SEMANA DA DEPENDÊNCIA elaborará “uma pauta de exigências ao governo federal, que incorpore todos os pleitos do agronegócio Nacional, inclusive a solução definitiva para a demarcação de terras”. Nessa lista incluir-se-á, desde as políticas necessárias ao desenvolvimento sustentável da região amazônica, agreste nordestino, cerrado, região sul, nos moldes desenvolvimentistas do setor produtivo brasileiro. Nenhuma demanda da cadeia produtiva, desde o campo até a indústria será negligenciada. Promoveremos uma revolução lícita e progressista que será benéfica ao país como nação e não só para o setor primário.

O presidente do Sindicato Rural de MS, Oscar Stucrck, os produtores sindicalizados devem se reunir na próxima semana para decidirem se vão aderir ou não ao movimento. “É uma experiência inusitada, ainda não sabemos se vamos parar de abater o gado, mas de qualquer forma, apoiamos o movimento”, afirma.

A  mera menção e organização de uma mobilização como esta já é sinal de que algo está mudando no cenário político nacional indicando que os produtores e a população está consciente de seus direitos, deveres e de sua importância no cenário nacional. Com nada nesse sentido nunca ocorreu anteriormente, fica difícil precisar as consequencias, mas é provável que sejam graves consequências. Provavelmente haverá faltar carne no mercado, então o Estado terá que importar, trazendo-a de fora, o que faria  preço da carne se elevar neste período, mas, quando todos os produtores voltarem a abater o gado, o preço da carne provavelmente retornará aos patamares usuais.

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia, alerta que não foi procurado para discutir o assunto.

“Não concordo em fazer um movimento de cruzar os braços para desabastecer o mercado, tem que medir as consequências dessa paralisação. Será que vale tomar uma postura radical agora?”, pergunta Maia.

Mesmo em face dos prognósticos mais graves, é crescente o número de adesões ao movimento que parece se fortalecer com a exposição de seus métodos e objetivos. “O que a categoria rural quer é mostrar à população o que vai acontecer quando demarcarem as terras e não haver mais gado para abater. Por enquanto será um mês, imagina se for durante um ano ou ainda mais tempo ? E esta é uma pergunta que dá o que pensar e refletir. Em breve prometo voltar à sua análise mais detida.

Com contribuições e análises Edward M. Luz. Antropólogo Social.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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Uma resposta para Semana da Dependência: protesto contra as demarcações promete suspender abates por 1 mês.

  1. JOAQUIM DURAN DA SILVA disse:

    MEUS IRMAOS BRASILEIROS O MOMENTO EM QUE NOSSA PATRIA, PASSA E DE TERROR SOCIAL.
    NAO DA EMPREGO, OU MELHOR DA-SE O PEIXE NAO, A VARA, PARA QUE FIQUE MAIS FACIL USAR ACLASSE MAIS BAIXA COMO MARIONETE ELEITORAL.
    SOU BRASILEIRO DE PURO SANGUE, QUE UM FILHO SEU NAO FOGE A LUTA.
    VERGONHA GENERALIZADA EM TODOS OS CANTOS E RECANTO DESTE PAIS.
    FACÇOES CRIMINOSAS E MAÇONS BANDIDOS ESTAO QUE NEM ERVA DANINHA NOS ORGAOS, PUBLICOS, FORUNS,OAB,EMPREITEIRAS,PETROBRAS ETC…
    NO MEIO DOS RURALISTA EXISTE TRAIDORES AOS MONTES, NA PROMESSA DE ESTAR POR CIMA , A MAÇONARIA RECRUTA INICIANTE A LAVANTE, TRAINDO O PAIS E OS BRASILEIROS, FAÇA VOCE MESMO UMA PESQUISA, QUANTOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS ESTAO, ENVOLVDO COM A MAÇONARIA , TRAIDORES DO POVO BRASILEIRO.
    POR ISSO COM A RROGANCIA E FINGIMENTO ESTAO TRAIDO A PROPIA NAÇAO E SEUS COMPANHEIROS DE LUTA.
    ESTAO SEMPRE DESARTICULANDO MOVIMENTO COMO ESTE QUE E DE PRIMERA GRANDESA A ESTE PAIS, GRINGOS, ONGS, NAO E MUITO ESTRANHO.
    NAO DESISTA IRMAOS BRASILEIROS QUE AQUIEM BAIXO ESTAMOS PREPARANDO UMA
    SUPRESA COMO NO EUA, MORGAN TOMPSON ( CAPITAO).
    DROGAS, FACÇOES, CRIME, HUMILHAÇAO, O BEM PARECE QUE PERDEU A FORÇA, INVERSAO DE VALORES.
    NAO DESISTA, SE ORGANIZE E DENUNCIE E ACOA OS TRAIDORES PARA SEMPRE. PARA
    O BEM DE NOSSOS FILHOS, NETOS, COMO FIZERAM NOSSOS ANTEPASSADO.
    PROXIMO MES VAI SAIR UM LIVRO ON LINE, COMO NUNCA UM BRASILEIRO JA ESCREVEU, SEI QUE VOU DESAPARECER DO MAPA MAS NAO SEREI UM BRASILEIRO COVARDE, E NEM LUMBRIGA QUE QUANTO MAIS MERDA E MELHOR.
    PREPARE A GRANDE MUDANÇA NESTE PAIS, E NAO FOGE A LUTA.
    DEUS SEJA LOUVADO.

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