Produtores revoltados prometem mais atos contra neo-tupinambás.Força Nacional garante segurança

Tropas da Força Nacional de Segurança se dirigiram na tarde da última segunda-feira para Buerarema, no sul da Bahia, para reforçar a segurança na região, devido aos conflitos entre índios tupinambás e fazendeiros, por causa da disputa de terras na região.

Apesar de no final de semana não ter havido ocorrências, o clima é tenso na região. Índios que já invadiram mais de 80 fazendas – 25 nas últimas duas semanas -, numa ação que eles chamam de “retomada”, prometem mais ocupações. Fazendeiros que interditaram na sexta-feira a BR-101 por mais de cinco horas em manifestação dizem que vão fazer mais protestos.

A Força Nacional chegou na noite de domingo a Ilhéus e, na manhã desta segunda-feira, se reuniu com a Polícia Federal (PF) para discutir estratégias de atuação. Devido aos conflitos, o contingente da PF está sendo reforçado, assim como das polícias Civil e Militar.

Também nesta segunda, a PF começará a apurar quem pôs fogo nos três veículos de assistência da saúde indígena, ligados ao Ministério da Saúde.

A Polícia Civil investigará quem foram os autores do saque à loja da Empresa Baiana de Alimentos, de onde também foram levados equipamentos como computadores, e quem pôs fogo num carro da Agência Estadual de Defesa Agropecuária. Os crimes ocorreram durante a manifestação de sexta-feira.

Outros fatos que serão apurados são quem realizou os disparos contra um caminhão que transportava índios e outros estudantes na última quinta-feira, na região de Serra do Padeiro, onde indígenas invadiram cerca de 40 fazendas, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

No ataque, foram atingidos Lucas Araújo dos Santos, 18 anos, e Rangel Silva Calanzans, 25 anos, que, de acordo com o Cimi, apesar de não serem índios, são estudantes da Escola Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro. O caminhão que transportava os índios, de propriedade do cacique Babau, está com uma marca de tiro em um dos vidros. Os atingidos pelos disparos permanecem internados num hospital em Itabuna.

A polícia também vai investigar o relato de fazendeiros sobre um ataque, por parte de índios, a uma mercearia de uma fazenda, na qual teriam sido jogados coquetéis molotov. Não houve feridos no ataque. Fazendeiros e índios dizem que o lado oposto está armado, porém ninguém ainda foi preso por porte ilegal de arma.

Segundo os índios, as invasões são para pressionar o governo federal a publicar a demarcação de 47,3 mil hectares que eles dizem ser área indígena. A área abrange terras dos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una. Dentro da área estão cerca de 600 fazendas.

Fazendeiros, que, por medo, estão retirando o gado de suas propriedades, dizem que as invasões têm ocorrido com violência, com índios armados de porrete, flechas, facões e foices. Os produtores rurais exigem o cumprimento de reintegrações de posse emitidas pela Justiça e já com da PF para serem cumpridas.

Ao menos 300 indígenas participam das ocupações – ao todo, o povo tupinambá é composto por cerca de 4,6 mil índios, de acordo com a Associação Nacional Indigenista Missionária.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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