RS: índios entram em confronto com a polícia e atiram pedras e flechas.

Os indígenas estão acampados desde quinta-feira em frente ao Palácio Piratini e pedem a demarcação de terras

Porto Alegre - A Brigada Militar (Polícia Militar local) negocia cm os índios durante um protesto em Porto Alegre Foto: Daniel Favero / Terra
Porto Alegre – A Brigada Militar (Polícia Militar local) negocia cm os índios durante um protesto em Porto Alegre
Foto: Daniel Favero / Terra

Um grupo de indígenas que protestava pela demarcação de terras indígenas em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, entrou em confronto com a polícia, na tarde desta sexta-feira, após uma tentativa de invadir a barreira imposta pelos policiais. Segundo a Brigada Militar (PM local) foram atiradas pedras e disparadas flechas contra os policiais.

 Foram disparadas balas de borracha, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que estão acampados em frente ao palácio, desde a noite de ontem. Ao menos um indígena ficou ferido com tiros da munição não letal.

 Os indígenas entregaram um documento ao governo do Estado, no qual pedem que o governador Tarso Genro (PT) se comprometa a dar andamento no processo de demarcação. “Ontem completaram 90 dias do prazo que eles haviam pedido”, disse o cacique Luis Salvador, pouco antes de dizer que só deixaria o local “morto”.

 No começo da tarde, também se uniu aos indígenas, representantes do Sindicato dos professores, que estão em greve desde o meio da semana, pelo pagamento integral do piso nacional dos professores e contra a reforma do ensino médio.

 A polícia divulgou comunicado no qual afirma que um policial teve seu coturno furado com uma lança, que furou seu pé. Ele foi conduzido para o Hospital de Pronto Socorro onde foi medicado.

 Ainda de acordo com a polícia, a confusão teve início quando os indígenas derrubaram as grades de proteção, como havia anunciado uma das lideranças no carro de som, e gás lacrimogênio foi usado para dispersar os manifestantes.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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