Índio Tupinambá, é morto na Bahia

Publicada em 05/09/2013 04:15:48
 

Um índio da comunidade Tupinambá dos Olivença foi morto em uma fazenda localizada na região da Serra das Trempes, entre as cidades de Una e Ilhéus, sul da Bahia, na noite de terça-feira (3). O caso foi confirmado pela delegada Lívia Rodrigues, da Polícia Federal, e pela coordenação regional da Fundação Nacional dos Índios (Funai) nesta quarta-feira (4).

“A Funai [Fundação Nacional dos Índios] mandou um ofício dizendo que é índio. Ele foi morto a tiros. Ainda não se sabe como ele morreu”, aponta a delegada. A vítima foi encontrada com o rosto e o braço pintados com desenhos típicos de tribos indígenas.

Ednaldimar Barbosa, coordenador regional da Funai, afirma que o rapaz era casado e que os seus parentes estão sendo localizados. Por ser região de disputa de terra, a mobilidade das equipes é dificultada. O corpo do índio está no Departamento de Polícia Técnica (DPT) desde a terça-feira e aguarda o reconhecimento da família para ser liberado. “Uma equipe saiu justamente de manhã para fazer contato com os familiares. Ele tem parentes em Coroa Vermelha, em Porto Seguro, e na aldeia de origem, a Tupinambá de Olivença, na Serra das Tremps, em outro ponto do local. No contato com o irmão, foi dito que ele [vítima] tem entre 35 e 36 anos”, explica o coordenador.

A fazenda ocupada, para a Funai, pertence à mesma aldeia dos Tupinambás de Olivença. A Polícia Federal apura a informação de que a morte ocorreu durante uma confusão entre os próprios indígenas e já colhe depoimento de testemunhas.

A Funai ressalta que essa é a versão de um fazendeiro e que os indígenas contam outra, de acordo com informações também iniciais. “Eles alegam que foi feita ação de retomada e a gente sabe que teve um não-índio ferido na região. Vinte e quatro horas depois, o grupo estava na área e foi surpreendido por uma ação de pistoleiros com sete pessoas, a mando de fazendeiros. A partir do relatório da equipe que está em campo, vai ser mais fácil. Mas a conclusão só a partir das investigações policiais”, aponta. O não-índio ferido é um trabalhador rural que foi baleado, espancado, está internado e corre risco de ficar paraplégico.

A família dele acusa agressão por parte dos indígenas. O caso foi realizado na mesma fazenda, a São Pedro, na segunda-feira. A bala ficou alojada na coluna dorsal do homem, que tem 55 anos. Ambos os casos têm relação com o conflito entre índios e fazendeiros pela disputa de terras na região, que continuam intensos mesmo com a presença da Força Nacional de Segurança.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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