Nota oficial divulgada pela Funai sobre os incêndios na Suiá-Missu (Marãiwatsédé)

A Funai acaba de divulgar nota oficial sobre os incêndios que assolam a área da antiga Fazenda Suiá-Missu. Na nota a Funai reconhece que cerca de 80 mil hectares (50%) da Terra Indígena Marãiwatsédé, como a Funai denomina a área, já foi calcinada pelo fogo, conforme este site já havia denunciado.

A fundação informa que 20 brigadistas de Brasília chegaram a área no último dia 31 de agosto e se juntaram aos 15 que já estavam no local desde o mês de julho. Um helicóptero do Ibama auxilia no lançamento de água, no transporte da equipe e no monitoramento das queimadas.

Como os indigenistas da Fundação sabem (mas não podem dizer) que são os Xavantes que têm ateado fogo na área, a nota continua minimizando os efeitos dos incêndios. De acordo com a Funai, a área está em chamas há 30 dias, mas o fogo “queimou principalmente áreas de pastagens abandonadas”. Potoca. A área está em chamas desde o dia 02 de julho, há mais de dois meses e o fogo é incapaz de distinguir a diferença pasto seco de mato seco. Além disso, a nota da Funai fala em 80 mil hectares queimados, embora a estimativa divulgado no site do Ibama seja de 100 mil hectares.

Ainda segundo a nota da Funai, o trabalho de combate aos incêndios é acompanhado por um efetivo da Força Nacional, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Embora com todo esse aparto policial nenhum culpado real foi identificado até o momento, já que os índios são “inocentes”.

Apesar disso a Fundação continua tentando inocentar os índios. De acordo com a nota, os dados de satélites registram que a maior parte das queimadas está localizada na região sudeste da terra indígena, próximo às rodovias que cortam ou circundam a TI, entre as BR-242 e a BR-158. A nota só não diz que a aldeia dos Xavantes também fica na mesma região.

Este site vai ajudar a Funai e os policiais a identificarem os responsáveis pelos incêndios. Vejam a imagem abaixo:

Os pontos coloridos são focos de incêndio detectados pelos satélites do Inpe no último final de semana. Reparem que todos estão na região sudeste da TI, como afirma a Funai, mas todos estão também próximos à aldeia onde vivem os índios Xavantes.

Perguntas: Por que a Funai omite essas informações? Por que nenhum culpado não índio foi pego até agora mesmo com todo o aparato policial na área? Por que a Funai minimiza os números e os efeitos do fogo se a culpa não é dos Xavantes e nem da própria Fundação, que são os responsáveis pela área? – Veja mais: http://www.questaoindigena.org/2013/09/funai-divulga-nota-oficial-sobre-os.html#sthash.Jay0YcAM.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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