Indios Guarani-Kaiowá pedem maior presença da Sesai nas aldeias

Indios Guarani-Kaiowá  pedem maior presença da Sesai nas aldeias de faixa de fronteira

Cerca de 30 indígenas da etnia Guarani- Kaiowá de diversas aldeias localizadas nos municípios de fronteira esteve reunido com o coordenador  da Sesai (Secretaria de Saúde Indígena)  do Ministério da Saúde, Nelson Carmelo Olazar, reivindicando melhorias urgentes no atendimento nas aldeias localizadas nos municípios de faixa de fronteira com o Paraguai.

As lideranças afirmaram que a situação vem checando ao extremo com a falta de medicamentos básicos, água potável, ambulâncias, combustíveis, bicicletas,  motos para os agentes de saúde, enfermeiros e motoristas nos distritos que atendem as aldeias localizadas em Caarapó, Iguatemi, Bela Vista, Amambai  e Paranhos.

Um dos medicamentos essencial que esta em falta nas unidades de saúde é o antialérgico Maleato de Dexclorfeniramina + Betametasona, essencial no tratamento da tosse de crianças e idosos, com os casos se agravando neste período do ano em razão da baixa umidade relativa do ar.

A demora na manutenção e o conserto tardio das ambulâncias que atendem as aldeias também causam transtornos às comunidades. De acordo com o líder Guarani-Kaiowá,  Otoniel Ricardo, membro do Conselho Atyguassu (Grande Reunião) recentemente um índia perdeu o filho que nasceu dentro da ambulância, caiu e bateu a cabeça por falta de enfermeiro que acompanhasse a paciente.  Sem falar da falta de combustível para socorrer os casos mais urgentes.

Os Guarani-Kaiowá também reclamaram da falta de água potável em diversas áreas mais isoladas de algumas aldeias. Por causa disso são obrigados a consumirem água de rios e córregos sob suspeita de contaminação de agrotóxicos.

A solução da opinião das lideranças se encontra na elaboração  de uma diagnóstico rigoroso da situação dentro das aldeias e na cidades, principalmente nas unidades de saúde e casas de apoio para índios em tratamento. Nelas faltam alimentação e assistência especializada de médicos e enfermeiros.  Uma das lideranças disse que algo não está funcionando à contento em Mato Grosso do Sul, pois ao acessar o site da Sesai, em Mato Grosso, verificou que o atendimento e volume de ações prestados às comunidades indígenas de faixa de fronteira é bem maior que em nosso Estado.

A abertura de concurso público com conteúdo diferenciado na área saúde indígena é outra reivindicação apresentada pelas lideranças, priorizando a admissão de agentes que moram nas próprias aldeias e que conhecem a realidade dos índios nos municípios.

Outra situação que vem castigando os povos indígenas da fronteira e a falta de convênios e parcerias transparentes com os municípios. Os impasses políticos entre lideranças e alguns prefeitos acabam prejudicando a assistência à saúde em razão de boicote e burocracia.  “Do jeito que anda a situação temos a impressão nada avança na Sesai. Por isso, pedimos uma reunião de trabalho específica da Sesai com os povos.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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