Índios yanomami em Roraima são atendidos por expedicionários da Saúde

Equipe realiza cirurgias e consultas médicas em Surucucus até o dia 14.
Hospital de campanha foi montado para atendimentos de indígenas.

 Cirurgia de catarata realizado por médicos da Associação Expedicionários da Saúde (Foto: Emmanuelle de Carvalho Santiago/ Arquivo pessoal)Um dos procedimentos de catarata realizado pelos
profissionais (Foto: Emmanuelle de Carvalho
Santiago/ Arquivo pessoal)

A Associação Expedicionários da Saúde está em Roraima e realiza desde o último dia 6 atendimentos na região de Surucucus, na Terra Indígena Yanomami. Um hospital de campanha foi montado próximo ao 5º Pelotão Especial de Fronteira do Exército para a realização de cirurgias e consultas médicas. Os profissionais de saúde permanecem na área até o próximo sábado (14).

Qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), a associação reúne médicos voluntários de vários lugares do país em expedições que levam medicina especializada, principalmente atendimento cirúrgico, às populações indígenas da Amazônia brasileira.

A equipe dos Expedicionários da Saúde conta com anestesistas, cirurgiões, oftalmologistas, ortopedistas e dermatologistas que realizam cirurgias de catarata, hérnia umbilical e outros pequenos procedimentos cirúrgicos. Ao todo, estão previstos pelo menos 3 mil atendimentos médicos, além de cerca de 150 cirurgias.

Mais de 60 voluntários, entre médicos e enfermeiros, estão envolvidos na ação. Além disso, pelo menos 80 servidores do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y) atuam no apoio aos atendimentos médicos.

Durante três meses, agentes de saúde fizeram uma triagem nos 37 pólos-base que prestam atendimento na região Yanomami. Com base nas informações coletadas foi realizado um levantamento das principais necessidades dos indígenas.

Para a montagem do hospital de campanha na área indígena, aviões da Força Aérea Brasileira transportaram pelo menos 12 toneladas de equipamentos. O Centro de Convivência Indígena de Surucucus, construído pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em Roraima, também é utilizado pelas equipes como enfermaria, farmácia, ambulatório e sala de pré e pós operatório. A nova unidade foi inaugurada na sexta-feira (6).

De acordo o coordenador da Frente de Proteção Yanomami e Ye’kuana, João Catalano, a ação facilita o acesso dos yanomami a esses tipos de atendimento. “Os índios não gostam de sair da comunidade para serem atendidos na cidade, porque isso demanda muito tempo. Além da dificuldade de acesso à região, que só é feito por via aérea. Com isso eles contam com serviços que dificilmente chegariam a uma área tão isolada”, ressaltou.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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