Permanência de indígenas em propriedade invadida, desafia validade do poder judiciário no país.

 

 

 

 

 

 

 

Invasores tinham até a segunda-feira (2/09) para sair de terreno na Manoel Urbano, mas sabem que são judicialmente inatingíveis e fazem piada com a impotência da justiça brasileira. Segundo o cacique Sabá Castilho Kukema, ninguém vai sair do local até que a justiça se curve, reconheça sua completa impotência e entre em um acordo com os indígenas. Ou se curva, negocia e perde agora, ou se rebela, luta e perde a longo prazo.

De acordo com a Polícia, o terreno invadido pertence a uma igreja evangélica

De acordo com a Polícia, o terreno invadido pertence a uma igreja evangélica(Clóvis Miranda)

Terminou na segunda-feira (2) o prazo para a saída dos invasores de um terreno localizado no KM 5 da rodovia Manoel Urbano (que liga Manaus aos municípios de Iranduba e Manacapuru). Índios das etnias Sateré-Mauwé, Mundurucu, Mura, Miranha e Apurinã, além de brancos ocupam o local e se recusam a sair. O líder da invasão afirma que as famílias vão permanecer na área de cinquenta mil metros quadrados até que um acordo seja firmado com a justiça federal visando a demarcação da área como terra indígena, ou seja, a completa expropriação da área de seus donos para benefício dos invasores.

Na tarde da sexta-feira (30), uma liminar da justiça de reintegração de posse foi concedida e dava um prazo de 72 horas para a saída dos invasores em favor dos proprietários: grande parte da área pertence à igreja Assembleia de Deus do Amazonas e a outra à União. .

Segundo o cacique Sabá Castilho Kukema, as famílias não vão sair do local até que a justiça entre em um acordo com os indígenas. O cacique afirmou ainda que representantes da prefeitura de Iranduba estiveram no terreno apenas para expulsar os invasores. “Em nenhum momento eles quiseram negociar ou mostraram propostas para resolver o impasse. Nós vamos permanecer aqui, até que isso seja resolvido da melhor forma possível”, declarou.

De acordo com o comandante do 8º Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), major Marcos Santiago, a polícia do município aguarda um posicionamento do Comando Geral da Polícia Militar para a ação de reintegração de posse. Uma reunião deve ser realizada ainda nesta semana para verificação de todos os detalhes para realização do cumprimento da liminar.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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