Filho de produtor é preso, grupo acha que é índio e cerca delegacia na Bahia

Rapaz foi detido por tropas da Força Nacional com porte ilegal de arma. Ânimos exaltados quase levaram ao linchamento. Calma, “Ele não é índio” disse o Delegado, não se dando conta de que também não o são os que se dizem ser Tupinambaranas. Região da Serra do Padeiro vive um intenso conflito por causa de estratégia etnogênica que encontra forte resistência da sociedade  regional.

 10/09/2013 21h09 – Atualizado em 10/09/2013 21h11

Do G1 BA

Um rapaz foi preso por tropas da Força Nacional de Segurança na Serra do Padeiro, sul da Bahia, região alvo de disputa de terra entre produtores rurais e índios, nesta terça-feira (10), na cidade de Buerarema, por porte ilegal de arma de fogo. Segundo o delegado Francesco Santana, que lavrou o flagrante, a população chegou a pensar que o rapaz era índio e cercou a delegacia.

“Ele foi abordado na estrada que dá acesso à aldeia dos Tupinambás [de Olivença] e o centro de Buerarema. A comunidade, que já está exaltada, pensou que se tratava de índio e se aglomerou na porta da delegacia. Havia possibilidade de linchamento. Ele não é índio”, diz.

O delegado afirma que o detido portava uma espingarda de calibre 36, geralmente usada para caça, e alegou que não iria usar a arma para prática de crimes.

“Ele falou que costuma caçar, que a arma estava desmontada e desmuniciada. Ele foi conduzido, autuado e arbitrei fiança”, aponta Francesco Santana. “Não é permitido a ninguém usar arma sem porte”, ressalta.

O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Ednaldimar Barbosa, também afirmou que a pessoa presa é um não-índio.

“Os índios já fizeram a retomada de toda as terras [da Serra do Padeiro], só ficaram os micro-proprietários. Essa pessoa disse que estava com espingarda para caçar e foi levada. Como achavam que era um indígena, a população fez uma tentativa de linchamento”, comenta.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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