Jaques wagner pede socorro em Brasília para resolver crise entre índios e produtores

O imbróglio das terras em Buerarema, no sul da Bahia, marcado por conflitos entre produtores rurais e índios, que virou debate entre as forças políticas do Estado, tem mobilizado o governador Jaques Wagner (PT) a intermediar um diálogo sobre a questão. Apesar de interlocutores do governo deixarem claro que a decisão em torno das propriedade das terras está nas mãos da Justiça, o poder Executivo pode intermediar a solução para o impasse que traz à tona uma batalha pelas terras.

Consta que o governador tem debatido a situação com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por telefone. nessa terça-feira (10/9), ele prometeu ir a Brasília para uma audiência sobre o caso que também se tornou alvo de críticas da oposição, que cobra um posicionamento maior da gestão estadual.

“Estou atento em contato direto com o governo federal, esperando que a gente possa ter um desfecho tranquilo, negociado para que a paz possa reinar na região”, disse o governador.

Segundo Wagner, ainda podem existir questionamentos, já que o estudo antropológico reconhecendo a terra indígena Tupinambá, realizado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) não foi concluído. Ele ressaltou a importância do diálogo, como forma de solução. “É melhor nós que vivemos na democracia, aguardar o desfecho desse processo e fazer negociação para a saída dos não índios, pagando todas as benfeitorias”, afirmou.

O governador sinalizou o fato de que os pequenos produtores da região estão há muitos anos na região, o que dificulta a situação. “Precisamos encontrar um formato que seja menos traumático para a população  de que esse que está acontecendo”, frisou.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), ressaltou a complexidade do caso. “Por mais que o governador tenha boa vontade e se coloque à disposição de resolver o problema, haverá limitações constitucionais, limitações técnicas porque não há demarcação definitiva”. Está com a Justiça, que precisa resolver logo”, afirmou.

Ele respondeu as provocações da oposição, lembrando que o assunto é histórico. “Foi no passado que saíram dando título de terra”.

Ontem, o deputado Pedro Tavares (PMDB), em pronunciamento no Legislativo, sugeriu que fosse suspenso de forma imediata o processo de demarcação de terras. Segundo ele, deveria ser feito outro estudo envolvendo outros órgãos, além da Funai. O líder da oposição, Elmar Nascimento (PR), também disse que o governador precisava “intervir mais, pois está um barril de pólvora, envolve a segurança das pessoas”.

Reportagem de Lílian Machado

Publicada na Tribuna da Bahia em 11/09/2013 00:51:48

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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