Nova data para reintegração de posse de terreno invadido por índios será definida hoje.

Além de marcar a data para o cumprimento da liminar que determina a reintegração de posse, os representantes da segurança, meio ambiente e habitação devem decidir os procedimentos que serão adotados na ação.

Manaus, AM, 09 de Setembro de 2013

BRUNA SOUZA

De acordo com a Polícia, o terreno invadido pertence a uma igreja evangélicaDe acordo com a Polícia, o terreno invadido pertence a uma igreja evangélica(Clóvis Miranda)

Uma reunião com o sistema de segurança e órgãos das áreas ambiental e social nesta quarta-feira (11) deve decidir o dia em que será realizada a reintegração de posse do terreno invadido por indígenas de várias etnias no KM 6 da AM- 070 – rodovia Manoel Urbano – e verificar os procedimentos da ação.

O encontro acontecerá no Gabinete de Gestão Integrada (GGI), localizado na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A liminar de reintegração de posse foi expedida no dia 30 de agosto e na ocasião foi dado um prazo de 72 horas para os invasores deixarem o terreno, porém, os índios dizem que vão permanecer na área.

Devem participar da reunião representantes de órgãos do Meio Ambiente, da Polícia Federal, das Secretarias de Habitação (Suhab), de Infraestrutura (Seinfra), Ação Social, Fundação Nacional do Índio (Funai), o comandante da Polícia Militar do Amazonas, coronel Almir David, o secretário de Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, entre outros.

De acordo com Almir David, por se tratar de uma área federal, a Polícia Militar vai dar apoio à ação com o policiamento e equipamentos táticos do Comando de Policiamento Especial (CPE), composto pelo Batalhão de Choque, Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), canil e Grupamento Aéreo (Graer).

“Esperamos que os ocupantes da área cumpram a determinação da justiça e saiam do terreno invadido de forma pacífica. Não é necessário ter confronto, pois eles já tiveram um período para realizar a ampla defesa. O melhor agora a se fazer é sair do local e recorrer da decisão dentro da esfera judicial”, declarou o comandante.

Almir David declarou ainda que a polícia, juntamente com a Secretaria Executiva de Inteligência (Seai), tem feito um monitoramento nas invasões para verificar quem são os líderes. “Verificamos que alguns líderes têm invadido outros terrenos. Quem for reincidente nesse tipo de ação, deve responder a um inquérito judicial”, finalizou.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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