Em Raposa Serra do Sol, líder indígena Macuxi, de 48 anos é preso suspeito de estuprar e engravidar suas três filhas e uma neta.

Líder indígena Macuxi na porta do Instituto Médico Legal após fazer exame de corpo de delito (Foto: Rodrigo Litaiff/G1 )

Segundo a polícia, suspeito também estuprou a neta, fruto do abuso sexual. Caso foi descoberto após denúncia anônima feita ao Conselho Tutelar.

 

Líder indígena Macuxi na porta do Instituto Médico. Legal após fazer exame de corpo de delito. (Foto: Rodrigo Litaiff/G1 )

A Polícia Civil de Roraima prendeu nesta quinta-feira (9) um líder indígena Macuxi, de 48 anos,  suspeito de estuprar e engravidar as três filhas, atualmente com 30, 29 e 27 anos, e estuprar uma neta, de 13 anos, que a polícia afirmou ser fruto do abuso sexual cometido com uma das filhas do indígena. O caso ocorreu na comunidade de Sucubeira, município de Normandia.

Os estupros das filhas do líder indígena ocorreram há mais de 15 anos, segundo informações da polícia. Já a neta, a polícia informou que começou a sofrer abuso desde quando completou 10 anos. O crime foi descoberto após denúncia anônima feita ao Conselho Tutelar da região e repassada para a Polícia Civil.

De acordo com o delegado João Luciano, as investigações começaram há 25 dias. “Quando o Conselho Tutelar repassou a denúncia, iniciamos a investigação com uma história cobertura”, disse. O delegado explicou que uma equipe do Conselho visitou a residência do suspeito dizendo que precisava regularizar os documentos de um programa social.

“Com isso, ele não desconfiou e até deixou a casa. Foi possível a equipe do Conselho Tutelar colher os depoimentos da família, confirmar a denúncia e descobrir que a família nunca denunciou por medo”, contou. Segundo o delegado, a equipe do Conselho apresentou um relatório à polícia com as declarações das vítimas e um inquérito policial foi instaurado.

A polícia encaminhou a menina para exames de corpo de delito, que comprovaram a relação sexual consumada. O delegado informou que o juiz da Comarca do município de Bonfim, Aluísio Ferreira, expediu o mandado de prisão cumprido nesta quinta-feira. Luciano disse que, ao ser preso, o indígena confessou os crimes cometidos.

O líder indígena foi encaminhado na tarde deste dia 9 para fazer exames de corpo de delito e logo em seguida será encaminhado para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, onde ficará à disposição da justiça. O delegado informou que o suspeito responderá pelo crime de estupro de vulnerável. A polícia informou que as investigações vão continuar e que para preservar as vítimas, o suspeito não seria apresentado à imprensa.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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