Derrocada do Governo etnicizante na Bolívia: ameaçados, população reage e se reconhece como mestiça.

Mestiços bolivianos impõem derrota a racismo indigenista.

censoO número de pessoas que se identificam como índios diminuiu na Bolívia, apesar do governo indigenista de Evo Morales ter excluído a opção ‘mestiço’ do censo de 2012, revelam os resultados publicados esta semana.

De acordo com dados oficiais do Censo Nacional de Población y Vivienda 2012, divulgado dia 31 de julho pelo governo masista, 69% dos bolivianos dizem não pertencer a qualquer um dos 36 povos indígenas reconhecidos pela Constituição Política do Estado (CPE), em vigor desde 2009 .

Este resultado é o inverso do obtido no censo de 2001, quando 62% do povo boliviano afirmou que pertencia a um povo índio do país.

Segundo o masismo, a corrente política do presidente Evo  Morales, que é índio aimará, o Estado nacional boliviano único teria fracassado, cabendo “refundar a Bolívia”.

Em substituição ao Estado uninacional, o governo do MAS (Movimento Ao Socialismo), o partido no poder, conseguiu instituir um Estado de caráter plurinacional.

Na nova Constituição, o masismo incluiu 36 nações de índios e os afro-bolivianos, e na administração exibiu um discurso indigenista hostil aos mestiços e à mestiçagem.

Durante os debates sobre a inclusão ou não da opção mestiço no censo, Félix Cárdenas, então vice-ministro da Descolonização, comentou, “Se compararmos com os aimarás, há um território mestiço próprio? Há uma cultura mestiça própria? Há um idioma mestiço próprio? Há uma religião mestiça própria?”

O censo visava corroborar a imagem de uma Bolívia índia e plurinacional criada pelo indigenismo masista em contraste com o caráter de unidade nacional associado ao mestiço e à mestiçagem.

Em oposição a esta política, foi proposto que também se incluísse a opção ‘mestizo’.

A opção não foi acrescentada e em seu lugar o Instituto Nacional de Estatística (INE), o órgão do governo boliviano responsável pelo censo, incluiu a opção “não pertence” para quem desejasse afirmar que não pertencia a nenhuma “nação ou povo indígena” ou não era afro-boliviano.

Em 2012, por ocasião dos debates sobre a exclusão da opção ‘mestizo’, o Nação Mestiça e outras entidades emitiram nota em apoio aos mestiços bolivianos.

Apesar de protestos nacionais e internacionais, o governo masista excluiu do censo boliviano de 2012 as categorias mestiço e branco.

O governo tentou justificar a exclusão da opção mestiço afirmando que se tratava de um termo racial e que não poderia ser incluído pois raças não existiam.

Morales se diz surpreso com baixo percentual de índios

“Eu também fiquei surpreso, dados anteriores eram muito diferentes. Eu não sei se nós estamos em uma fase de desclassificação. Estamos numa etapa, talvez, de uma maior mentalidade colonizadora”, disse o presidente Evo Morales em uma conferência de imprensa em La Paz.

As duas etnias de índios mais numerosas, segundo o censo, são os quéchuas e os aimarás.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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