Funai abandona os Xavantes em Marãiwatsédé, depois de expulsar produtores rurais

Índios fazem barreiras e roubam cidadãos nas rodovias que cortam a reserva.

De acordo com informações do site Agência da Notícia, os índios Xavantes que ocupam a área da antiga Fazenda Suiá-Missu estão fazendo bloqueios na BR-158, que corta a área de norte a sul, e estão extorquindo os transeuntes como pretexto de “cobrarem pedágio”. Segundo as informações o dinheiro arrecadado seria para comida e combustível.

Um motorista de caminhão contou que os índios exigiam pagamento de R$ 200 de pedágio. Como ele não tinha o dinheiro, os indígenas pediram óleo diesel, mas como o tanque da carreta estava quase vazio, o caminhoneiro teve que entregar os R$ 50 que carregava para seguir viagem. “Era o dinheiro que eu tinha e tive que dar se não eles não deixariam que eu passasse, é uma situação humilhante”. De acordo com as informações do motorista, os índios disseram que o dinheiro arrecadado seria para comprar combustível e comida. “É claro que a gente fica com medo quando passa pelo local”, contou o motorista.

Moradores vizinhos à Terra Indígena também relataram que que todos os veículos que tentaram passar pelo local na manhã de terça-feira (10) foram parados. Todos os passageiros de um ônibus interceptado foram obrigados a pagar pedágio individual que ultrapassou R$ 10 por pessoa. Motociclistas também estão sendo abordados pelos Xavante.

De acordo com as informações dadas pelos próprios índios aos cidadãos extorquidos nos pedágios ilegais, um dos motivos para essa ação dos Xavante é a falta de assistência por parte da Funai ao índios que voltaram para Marãiwatsédé.

Eis aí a política indigenista do Governo. De acordo com o Secretário de Articulação Social da presidência da República, Paulo Maldos, o Governo fez “uma verdadeira operação de Guerra” para expulsar os produtores rurais da Suiá-Missu e entregar a terra aos Xavantes para depois abandoná-los à própria sorte. Os índios atearam fogo a mais de 60% da terra indígena em suas práticas rudimentares de caça e agora roubam as pessoas nas rodovias para comprar combustível e comida.

A foto é de Antônio Cruz, da Agência Brasil.

– See more at: http://www.questaoindigena.org/2013/09/depois-de-expulsar-produtores-rurais.html#more

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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