Governo mentiu pra esconder o que já sabemos: os dados que revelam distorções da ocupação indígena no Paraná já são públicos e conhecidos.

Governo mente em relação aos estudos de demarcações indígenas, que seria elaborado pela Embrapa. Em reunião nesta terça-feira (20), a empresa apenas apresentou dados públicos sobre o território brasileiro, dados públicos sobre o território brasileiro, que revelam claramente que os Guarani não habitavam o oeste do Paraná durante toda a década de 80 e 90.

Nesta terça-feira (20), os representantes da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) da Câmara Federal foram recebidos pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes. A reunião tinha como objetivo debater o relatório elaborado pela empresa sobre os estudos realizados pela Funai no Paraná, que teria motivado o Governo a suspender a demarcação de terras indígenas no estado.

Entretanto, o presidente da Embrapa destacou que a empresa não emite laudos antropológicos e apenas contribui com análises e informações que auxiliam diferentes órgãos do governo a tomar decisões e elaborarem políticas públicas. Segundo o deputado federal, Jerônimo Goergen (PP-RS), a empresa apenas apresentou dados públicos sobre o território brasileiro, o que não é suficiente para contrapor os laudos antropológicos feitos pela Funai.

Ainda na visão do parlamentar, o impasse em relação à questão indígena poderia ser solucionado através da aprovação do PL 227, que regulamenta o artigo 231 da Constituição. Assim como, a aprovação da PEC 215, que transfere a responsabilidade, do Executivo para o Congresso Nacional, de aprovar a demarcação de terras indígenas.

Além disso, o deputado destaca que nenhum processo de demarcação de terra indígena foi suspenso no país. E que na última sexta-feira (16), a Funai publicou uma portaria criando um grupo de trabalho entre indígenas e a presidente da república, Dilma Rousseff.

Frente a essa situação, os parlamentares da Subcomissão Especial de Demarcações de Terras Indígenas irá se reunir nesta quarta-feira (21), para definir o próximo passo político do grupo.

Questão indígena no MA – Ainda nesta terça-feira (20), a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia irá discutir o processo das terras indígenas Governador e Awa-Guajá no estado. A área requerida pela Funai, compreende os municípios de São João do Caru, Zé Doca, Newton Belo e Centro Novo e deve afetar a vida de mais de 40 mil pessoas na região.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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