Insatisfeitos com seus 1.577.654 hectares que já possuem, Xavantes agora resolveram invadir e tomar… a Terra Indígena Bororos.

Bororos revoltados com invasão de sua terra indígena Meruri em General Carneiro pelos parentes Xavantes fazem motorista não índio de ônibus refém.

De Barra do Garças – Ronaldo Couto

Foto: Olhar Direto

a área invadida estava sendo preparada plantioa área invadida estava sendo preparada plantio

Os índios Bororos da reserva Meruri em General Carneiro (440 km de Cuiabá) estão mantendo refém um motorista de ônibus dentro da aldeia Missão. Eles estão revoltados com uma ação dos xavantes que estão invadindo a área bororo e usam esse ônibus para transportar indígenas para o local.

O motorista Valdeci Leal, que é proprietário do ônibus, está sendo mantido refém pelos bororos que exigem a presença da Polícia Federal, da FUNAI e da imprensa. Os índios avisaram por telefone as autoridades sobre o impasse.

A revolta dos bororos se deve ao fato que os xavantes insistem em dizer que são donos de uma área dentro da reserva Meruri, porém historiadores afirmam que isso não é verdade porque os xavantes seriam na verdade do outro lado do rio Barreiro, após a cidade de General Carneiro.

Os bororos contam que a área invadida estaria sendo preparada para uma roça para alimentar a etnia. Os bororos enfrentam problemas históricos ao longo do tempo primeiro a interferência dos brancos, das missões religiosas e inclusive o uso de bebida alcoólica. Hoje, segundo informações, existem pouco mais de 800 bororos na região de General Carneiros.

Os xavantes são em torno de 12 mil e ocupam mais de 90% das áreas indígenas do Araguaia com as reservas Sangradouro (General Carneiro/Poxoréo), São Marcos (Barra do Garças), Parabubure (Campinápolis), Areões (Nova Xavantina) e agora a Marãiwatsédé conquistada em Alto Boa Vista. 

A população de General Carneiro defende os bororos que são poucos e estariam fragilizados por causa dos problemas mencionados e não teriam como evitar uma invasão dos xavantes. A Polícia Federal de Barra do Garças tomou conhecimento do problema na manhã de hoje pela imprensa, porém disse que somente pode intervir se for acionada pela FUNAI.

Os bororos informaram que não machucaram o motorista que ele recebeu de ontem para hoje comida e água, porém aguarda a presença das autoridades para liberá-lo e evitar o conflito com os xavantes.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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