Povos indígenas mostram diálogo entre tradição e novas técnicas aprendidas ainda na infância.

Povos indígenas mostram tradição, inovação e diálogo com a cultura envolvente adquirindo novas técnicas e modalidades esportivas aprendidas ainda na infância.

Nahure Javaé e Tucunaka Javaé mostravam como se pratica o Idjesu (Foto: Elisangela Farias/G1)Nahure Javaé e Tucunaka Javaé mostravam como se pratica o Idjesu (Foto: Elisangela Farias/G1)

Mostrar aos jovens que o esporte pode transformar vidas. Com esse intuito, a Festa da Independência dos Povos Indígenas, que chega ao fim neste sábado (7), na aldeia Txuiri, na Ilha do Bananal, sudeste do estado, próximo à cidade de Formoso do Araguaia, reuni atletas índios, que durante as competições mostram as técnicas aprendidas ainda quando crianças.

ManaKucari Karajá diz que precisa de força e técnica para vencer luta (Foto: Elisangela Farias/G1)ManaKucari Karajá diz que precisa de força e
técnica para vencer luta
(Foto: Elisangela Farias/G1)

E entre uma brincadeira e outra, no centro da aldeia, Nahure Javaé, 7 anos, e Tucunaka Javaé, 8 anos, mostravam o Idjesu, uma luta corporal, parecida com o judô. Uma tradição passada de pai para filho. “A gente aprende vendo”, diz Tucunaka.

Futebol é um dos projetos desenvolvidos na aldeia Canoanã, na Ilha do Bananal (Foto: Elisangela Farias/G1)Cacique José Tehabi mostra jovialidade durantefutebol (Foto: Elisangela Farias/G1)

Foi também na infância que Marcel Xerente, começou a correr. A técnica foi aperfeiçoada com a corrida de toras – dois grupos competem no carregamento revezado de duas grandes e pesadas toras por um determinado percurso. E durante a competição que aconteceu nesta sexta-feira (6), Marcel foi mais uma vez campeão. “Sempre que corro sou campeão”, diz ele, que foi o mais rápido, entre outros 18 competidores, nos 100 metros.

Treinamento
Manakucari Karajá, de 23 anos, da Aldeia JK, na Ilha do Bananal, passa por um treinamento pesado para conseguir estar entre os primeiros na luta corporal. “Não depende só de força, depende de técnica também”, ressalta. Para conseguir aliar técnica e força, ele conta que treina durante um mês e, durante uma semana, para emagrecer é preciso ficar sem comer e muitas vezes, vomitar aquilo que se come. “É pra ficar mais leve e ter mais força.”

Geraldo Tarabetti e a esposa Neide Karajá estavam de olho nos times adversários (Foto: Elisangela Farias/G1)Geraldo Tarabetti e a esposa Neide Karajá estavam
de olho nos times adversários
(Foto: Elisangela Farias/G1)

E quando se fala em futebol, mulheres e homens entram em campo independente da idade. O cacique José Tehabi Javaé, de 48 anos, não pretende parar de jogar tão cedo. “O futebol está, cada vez mais, fazendo parte do nosso povo. O jovem está aprendendo e jogando cada vez mais.”

Geraldo Tarabetti, do povo Karajá Xambioá, é o treinador do time de sua aldeia, a Boto Velho. Observador dos jogadores, ele diz que a competição não está das mais acirradas. “Aqui só tem perna de pau.” Isso tudo é porque ele aposta no seu time. “Estamos sempre treinando, fazendo preparação física para sair vencedor.”

Jovem dispensou adornos indígenas na festa na Ilha do Bananal (Foto: Elisangela Farias/G1)Nahuria diz que joga futebol desde criança
(Foto: Elisangela Farias/G1)

Nahuria Javaé, da aldeia Canoanã, de 16 anos, se divide entre torcer e jogar. Mesmo treinando desde os nove anos, ela diz:“os homens são melhores.”

Mesmo com premiação, as competições são silenciosas, sem gritos, ofensas, tudo em prol da integração e da confraternização. “A gente vem para conhecer os filhos, filhas, rever os irmãos, os parentes”, enfatiza Geraldo Tarabetti.

Os jovens indígenas jogaram futebol durante as comemorações da Festa da Independência dos Povos Indígenas (Foto: Elisangela Farias/G1)Os Jovens indígenas jogaram futebol durante as comemorações da Festa da Independência dos Povos Indígenas (Foto: Elisangela Farias/G1)
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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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