Resposta genuína do povo brasileiro ao Milanez: não seja etnocêntrico, respeite a fé e o amor, e sobretudo, não zombe da dedicação sincera de cristãos dedicados.

Enquanto o senhor Felipe Milanez não publica nem aceita minha resposta em seu Blog, nem a de muitos outros que já escreveram e foram solenemente ignorados publico aqui a resposta de muitos outros cidadãos brasileiros que nem sequer conheço, mas que merecem aqui minha atenção pela coragem e honestidade de expressar o que pensam, creem e acham sobre os indígenas, a atuação do estado brasileiro e dos cristãos em sua relação com os indígenas.

AvatarRobson Fernando

O Estado possui, vergonhosamente, uma dívida centenária com as comunidades indígenas. Dívida esta que nunca foi, por completo, sanada, nem pela Funai nem pelo MPF.
Com relação aos missionários, acredito que eles tenham, sim, o direito de “ofertarem”, dentro dos limites legais, a sua religião. Mas, que isto seja feito sem pressão, e, principalmente, sem ameaças. Quiçá isto resolva ou, ao menos, atenue o sofrimento dos índios.

  • AvatarRicardo

    O artigo acima eh muito tendencioso. O autor faz uma caca as bruxas de missionarios evangelicos. Soa ate como um artigo encomendado. Isso tem alguma fonte de verdade ? O autor esta comprometido com a verdade dos fatos ou em criar uma nuvem de poeira, jogando no ventilador ? A Propria existencia da FUNAI faz sentido ? Uma parte do governo responsável pelo “bem estar” dos indios ? Sera que eles nao tem capacidade de lutar por causa própria? Por que os cidadãos brasileiros precisam sustentar (com seus impostos) os salarios de pessoas para “cuidar dos indios ?

  • Avatar
    Ellen Barcellos

    Ha argumentos bem fracos nesse texto, que esta explicitamente preconceituoso a religiao. Se alguem faz um texto desse teor falando sobre homossexuais, por exemplo, vai processado. Mas contra cristaos nao ha o menor problema, nao eh mesmo?

    Primeiro argumento falho:

    “as missões visam evangelizar os índios, e num estado laico, isso não pode ser permitido.” – O Estado laico eh aquele que nao professa uma religiao como religiao oficial, permitindo a toda a populacao escolher a que religiao ela quer pertencer. Eu tenho o direito de seguir a biblia… e ela me manda evangelizar. E evangelizar nao eh obrigar ninguem a seguir a sua religiao, mas apresentar um Jesus amoroso a pessoa. Se a pessoa nao quiser, eh escolha dela, ela tem total direito. Agora direito de falar, eu tenho. Ou estao querendo colocar mordaca na liberdade de expressao?

    Segundo argumento falho:

    “E no artigo 5, inciso VI, a proteção aos “locais de culto”, – cara, soh uma pergunta.. missionario chega quebrando altares e demais lugares e artigos religiosos? Missionario sai arrancando tudo? Entao eu acho que esse comentario eh uma apelacao sem tamanho por extrema falta de argumento.

    Agora eu pergunto: cade a Funai pra proteger os bebes que sao mortos todos os dias por serem considerados

    • amaldicoados? A tribo tem total direito de crer que eles sao amaldicoados (embora seja um absurdo, direito eles tem), mas nao de mata-los! Que entreguem para adocao, entao! Ou esses indios, por serem somente bebes, nao tem direito a vida, que eh garantido na Constituicao? Acho engracado que quando falamos de indigenas, a Constituicao soh vale em alguns casos e em outros nao, neh? Porque esse trabalho de proteger as criancas sao os missionarios que estao fazendo! Estao fazendo o trabalho do governo: salvando vidas! Sei de casos de indias que nao querem matar seus bebes, mas a tribo a obriga. Inclusive, recentemente soube de uma jovem que era mae solteira, estava gravida, e queria ter o seu bebe, mas foi espancada e obrigada a beber ervas abortivas, fazendo com que perdesse o bebe. Cade a Funai? Cade o governo pra garantir o direito dessa mulher? Mas os missionarios estao lah as ajudando. E ajudando outras duas mulheres na mesma situacao, mas que ainda nao perderam seus bebes. Cade o governo pra votar o Projeto de Lei que esta guardado ha anos e que garante o direito a vida das criancas?

      Eh facil criticar quando voce esta sentado numa cadeira confortavel e no ar condicionado, sendo pago pra escrever materias (desculpe) ridiculas como essas. Agora eu quero ver o autor desse texto levantar, sair da sua vidinha de conforto, se arriscar a pegar inumeras doencas e enfrentar um ambiente hostil por amor as vidas que estao lah precisando de ajuda. Soh pra esclarecer: missionario, independente da pessoa aceitar a Jesus ou nao, ele cuida da pessoa, ele faz o que pode, porque o amor por aquela vida independe da sua decisao. Entao, antes de escrever um texto como esse, eu peco que va lah e tente fazer metade do que eles estao fazendo. E encerro minha fala por aqui.

    • Não é falta de ética publicar artigos sem passar pelo crivo da veracidade? Será mesmo que nós leitores somos tão ingênuos que vamos engolir qualquer besteira escrita por alguém que descaradamente manifesta sua discriminação religiosa? Creio que somos mais que isso. E que a Verdade vai um dia triunfar. No caso do Zoé já foi comprovado pelo Ministério Publico que as acusações feita contra a Missão Novas Tribos eram improcedentes, inverídicas e inconsistentes. Mas esse senhor desconhecendo este fato, ou agindo de má fé, refaz acusações sabidamente provadas inverídicas. Busquem a verdade

      AvatarDanidea Cardoso

      O texto é tendencioso. Mistura informações e, pra variar, não é isento de intenções obscuras. Alguém disse certa vez: “Generalizar é sempre uma idiotice! SEMPRE!”… Por ridículo que pareça, generalizar é uma tendência bem natural e humana. Não posso julgar a intenção do autor, pois não a conheço, mas sua imparcialidade sim.
      Algumas acusações contra missões podem ter procedência, mas a grande maioria é um absurdo e se refletem no comentário do sr. Romualdo feita há um dia que destila difamações e calúnias contra a intenção de missionários e até de agências missionárias. Conheço pessoalmente o Henrique Terena, um índio que pode falar do ponto de vista de quem vê a história do ponto de vista do índio e não do branco hipócrita. Óbvio que sou cristão, óbvio que apoio os missionários, pois sei das misérias na qual a maior parte destes povos vivem. O álcool, a violência contra a criança e a mulher, a prostituição e a falta de acesso à saúde e educação são “ignoradas” pelos “defensores da etnicidade indígena” que fico a me perguntar se algum deles, incluindo o sr. Felipe Milanez, toparia viver o resto da vida nas mesmas condições que qualquer destes povos. Privar o índio desses direitos parece louvável nos lábios desses hipócritas. Vão viver com os índios sem acesso aos benefícios que a sociedade trouxe aos senhores!

      Missionário não pode, mas turismo sexual pode?! Missionário não pode, mas violência contra a mulher e a criança pode?! Visite os “way-way” e pergunte quantos deles gostariam que os missionários nunca tivessem chegado até eles. Acusar os missionários de interesse em madeira, minério e terra é um absurdo sem tamanho! FALO PORQUE CONHEÇO missionários que vivem entre indígenas que os amam mais do que os senhores amam os seus cobertores e carros com ar condicionado. Que estão dispostos a pegar DOENÇAS tbm. Que estão dispostos a manter tudo o que a, na cultura deles, seja bom para o índio. Conheço missionário que se veste como índio sem essa demagogia ridícula dos senhores que querem tirá-los de lá.
      Gostaria que este trabalho fosse bem fiscalizado também. Que todo “falso missionário” fosse retirado das aldeias. Eu não me interesso no dinheiro ou na terra destes índios, mas em seus corações, pode me chamar do que quiser, mas não posso deixar de falar que mais uma vez essa minoria que finge estar preocupada com os índios fala do que realmente não sabe! Fiscalize o criminoso, pois em todos os lugares eles existem, mas não venham com esta generalização absurda, pois eu poderia escrever um texto bem maldoso falando sobre o quanto alguns “cientistas sociais” são manipulados e manipuladores de massas em prol de interesses obscuros. Um pouco mais de imparcialidade por favor!

      Gostaria de saber se o autor é contra que somente cristãos, honestos ou não, sejam missionários entre os povos indígenas ou também é contra ongs, atuação política de certas pessoas e/ou entidades.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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