160 mil indígenas esperam por atendimento médico

RENATA MAGNENTI, ESPECIAL PARA O ESTADO , MANAUS – O Estado de S.Paulo

As tribos que moram no Amazonas esperam pelos profissionais selecionados pelo programa Mais Médicos. Há 160 mil indígenas nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) do Estado, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas, além de lidar com a falta de infraestrutura, os profissionais destacados podem se deparar com outro problema: a dificuldade de acesso às aldeias, segundo as lideranças locais.

No sul do Estado, por exemplo, há pelo menos 40 pessoas com malária, segundo o cacique e coordenador da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus, José Bajaga Apurinã. Ele garante que a região, que reúne cerca de 8 mil indígenas, não recebe médicos há dois anos.

“Eles não têm como ir para a cidade e os médicos que estão nas zonas urbanas não chegam às localidades, pois não há barco, combustível, materiais”, diz o cacique. Segundo ele, as comunidades são atendidas apenas por agentes de saúde e, rara vezes, por técnicos e enfermeiros.

Apurinã conta que há dois médicos e quatro dentistas para atender os indígenas, mas eles se recusam a entrar na mata sem infraestrutura. Segundo ele, dois profissionais do programa federal virão à região do Médio Purus (oeste do Estado). “Mas sem estrutura, continuaremos do mesmo jeito”, diz.

A situação também é crítica no Vale do Javari, perto da divisa com o Peru. Presidente da Organização Geral Mayoruna, Raimundo Mean diz que, ali, os indígenas são diagnosticados por agentes de saúde. “Eles não são médicos, não fazem exames. Com base em sintomas similares em vários indígenas, o diagnóstico é feito por identificação. Perto de onde moro, nunca chegou médico”, reclama.

Dezesseis Dseis foram selecionados por médicos participantes do programa federal – 38 com formação do Brasil e 42 diplomados no exterior. O governo não divulgou a quantidade de médicos em cada Dsei no Amazonas. Ao todo, 1.096 profissionais confirmaram a participação no programa e ocuparão vagas em 454 municípios e 16 distritos de saúde indígena.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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