Aparelhada por ONGueiros profissionais, FUNAI publica Nota Oficial sobre a Mobilização Indígena desta semana

A Funai divulgou em seu site uma nota oficial sobre a mobilização que a Articulação dos Povos Indígena organiza para a próxima semana. Não se sabe ainda quem financiará a mobilização, mas segundo a nota da Funai, “reconhece a legitimidade da mobilização e dos objetivos que pautam essa ação organizada pelo Movimento Indígena, e considera relevante o debate sobre os rumos da política indigenista do Brasil”.

O movimento organizado indigenista e todos os demais seres e grupos que deles sobrevivem seja pela manipulação e pela indução, tal como os indigenistas, ongueiros, ”CIMIeiros”,  ou pelas inúmeras e infindas pesquisas promovidas pelos experts na relativização do que lhe interessa relativizar, bem como os pretensos e autodeclarados indígenas e simpatizantes do MST, da CPT e das centrais dos Sindicais pretendem fazer mobilizações por todo o país ao longo desta semana.

Ao que parece o debate no Congresso Nacional será o palco para a reforma do processo de demarcação de Terras Indígenas:

Veja íntegra da Nota:

Nota da Fundação Nacional do Índio sobre a Mobilização dos Povos Indígenas

A Fundação Nacional do Índio – FUNAI, a par da mobilização que será realizada pelo Movimento Indígena na semana compreendida entre os dias 30/09 a 05/10/13, convocada pela Articulação dos Povos Indígenas no Brasil – APIB, que tem como pauta e objetivo a defesa da Constituição Federal, cuja promulgação completa 25 anos no dia 05/10/2013, e da garantia e efetivação dos direitos dos Povos Indígenas, dos Quilombolas, de outras comunidades tradicionais, e dos camponeses, entende que:

1. Constituição de 1988, reconhecida como Constituição Cidadã, estabelece o marco de um projeto político voltado a consolidar os princípios, diretrizes, e direitos voltados à garantia de um Estado Democrático de Direito, consagrando a justiça social, a igualdade, a liberdade, e a diversidade cultural como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.

2. Esse avanço se deu como resultado da luta pela redemocratização do Estado, e se concretizou mediante o protagonismo da sociedade civil e a forte mobilização de diversos segmentos sociais, historicamente desconsiderados como sujeitos políticos e detentores de direitos, dentre os quais se destacaram os Povos Indígenas.

3. A Funai, órgão público federal coordenador da política indigenista do Estado brasileiro, que tem como missão institucional a proteção e promoção dos direitos dos Povos Indígenas, reconhece a legitimidade da mobilização e dos objetivos que pautam essa ação organizada pelo Movimento Indígena, e considera relevante o debate sobre os rumos da política indigenista do Brasil, sobretudo face às recentes inciativas e proposições que tendem a restringir o núcleo constitucional relativo aos direitos desses Povos, especialmente os territoriais.

Nesse sentido, afirmamos que esta Fundação, como instituição pública integrante da estrutura do Governo Federal, vem promovendo, no estrito cumprimento de suas atribuições legais, discussões e ações em defesa dos artigos 231 e 232 da Carta Magna, no âmbito de espaços institucionais dos Poderes Executivo, Legislativo, e Judiciário, sobretudo, em defesa do reconhecimento da organização social, costumes, línguas, crenças e tradições indígenas, e direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.

Brasília, 27/09/2013

FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO – FUNAI

– Veja mais também no http://www.questaoindigena.org/2013/09/funai-publica-nota-oficial-sobre.html#sthash.C5EJWKpP.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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Uma resposta para Aparelhada por ONGueiros profissionais, FUNAI publica Nota Oficial sobre a Mobilização Indígena desta semana

  1. Jose manoel disse:

    Seu doente ressentido. Ficou traumatizado por conta do papaizinho genocida. Vá se tratar e que o diabo o carregue!

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