O indigenismo de resultados que os indigenistas detestam, mas que muitos indígenas desejam e precisam.

O indigenismo de resultados os indigenistas detestam e repudiam, mas que os indígenas desejam e precisam.

Coordenadora da Unidade Educacional do Senar/MS,
Maria do Rosário de Almeida, entregando
certificado à aluna Terena

A possibilidade de mudar a realidade econômica da comunidade através da educação estimulou um grupo de indígenas da etnia Terena, em Aquidauana, a gerar novas oportunidades às crianças das aldeias. Após participar dos cursos de Horticultor Orgânico e Produtor de Mandioca, realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MS), alunos destes cursos decidiram transmitir o conhecimento adquirido aos estudantes de escolas das aldeias, visando estimular a profissionalização e garantir o futuro destes jovens.

Uma dessas pessoas que pretende estimular o aprendizado é a professora Cleide Mara, da Escola Polo Lutuma Dias, localizada na aldeia Cruzeiro. Sua família já trabalhava com horta, mas apenas para consumo próprio. Ao saber da realização do curso de Horticultor Orgânico, a educadora decidiu participar para estimular seus alunos. “A nossa produção irá ajudar a reforçar a merenda das crianças utilizando nossos próprios recursos. Isso será importante também para o desenvolvimento social e econômico dos pais desses alunos, que também terão mais conhecimento através dos filhos”, ressalta Cleide. O projeto terá início em 2014, junto ao começo do ano letivo.

Além da professora, outros 58 indígenas das aldeias Cruzeiro e Córrego Seco e 12 alunos do Centro de Assistência Psicossocial Caps – II, receberam seus certificados de conclusão dos cursos na última terça-feira (24). A solenidade contou com as presenças da coordenadora da Unidade Educacional do Senar/MS, Maria do Rosário de Almeida, da primeira dama do município, Liliane Trindade, da secretária de Assistência Social, Cinthia Fagundes e da coordenadora do Pronatec no município, Leide Argerin.

Para a coordenadora da Unidade Educacional do SENAR, Maria do Rosário de Almeida, as informações repassadas nas capacitações serão importantes para toda a comunidade. “Esperamos que façam bom uso do conhecimento adquirido, que será transformador para a vida de todos. Ficamos felizes em saber da dedicação durante todo o curso”, avalia.

Os cursos foram oferecidos por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Durante a solenidade, a coordenadora do Pronatec, Leide Argerin, destacou a importância da educação. “Agradecemos ao empenho de todos os que tornaram esse momento possível. A educação é o símbolo do progresso da civilização e é o maior capital que existe. O conhecimento ninguém poderá tirar de quem se dedicou“, destaca Leide.

Para os alunos, os cursos representam mudança de vida, conforme mostra o relato de Marcilene Gabriel. “A chegada de um curso como este em uma área indígena é algo muito feliz. Precisamos de conhecimentos técnicos para a nossa sobrevivência. A partir do que aprendemos aumentaremos as vendas e mudaremos a nossa realidade”.

Há cerca de um mês, o presidente da associação das aldeias, Aluízio Gonzaga, enviou uma carta de agradecimento ao Senar, pela realização dos cursos. Durante a cerimônia de entrega dos certificados, mais uma vez mencionou sua satisfação com as capacitações. “Isso que o Senar e o Pronatec Fizeram foi apenas o começo. Eles plantaram a semente da mudança. Hoje, cada um dos alunos já tem sua horta em casa e em breve os produtos serão inseridos no comércio, além da melhoria na alimentação das aldeias. A comunidade indígena espera que mais cursos sejam realizados”, revela.

Para 2014, mais capacitações serão levadas às aldeias do Estado, sendo que já estão confirmados os cursos de Viveicultor (cultivo de mudas), Operador de Computador e Tratorista. Ainda neste ano, aldeias de mais municípios serão contempladas com os cursos de Horticultor Orgânico nas aldeias Água Branca e Taboquinha, em Nioaque; Produtor de Mandioca, nas aldeias Taboquinha e Brejão, também em Nioaque e ainda Olericultor (plantio de horti-fruti), nas aldeias Jarará e Taquara em Juti.

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Opinião dos Editores do Site Questão Indígena: O indigenismo radical que tomou conta das ONGs, do Cimi e da Funai acreditam que as culturas indígenas devem ser preservadas a qualquer custo, mesmos que elas não existam mais e mesmo que os índios queiram algum grau de integração. Esses indigenistas sequer cogitam a possibilidade de que os índios tenham o poder de escolher se querem integrar suas culturas à cultura ocidental ou que grau de integração eles desejam. Para esse indigenismo rouba dos índios o direito de escolha.

Veja mais no site: http://www.questaoindigena.org/2013/09/o-indigenismo-que-os-indigenistas-temem.html

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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