Sociedade realiza campanha contra venda de bebidas alcoólicas para indígenas de RO.

Segundo Sesai, dependência tem causado conflitos familiares nas aldeias.Campanha de conscientização é realizada em bares de Vilhena, RO.

Indígenas em passeata por avenida de Vilhena, RO (Foto: Jonatas Boni/G1)Indígenas em passeata por avenida de Vilhena, RO (Foto: Jonatas Boni/G1)

A fim de conscientizar comerciantes sobre a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para indígenas, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) realiza uma campanha junto a bares e lanchonetes do Bairro Cristo Rei e São José, em Vilhena (RO). “Temos registrados muitos casos de índios que compraram bebidas e levaram para dentro das aldeias”, afirma Oliviam Leme, enfermeira responsável pela saúde indígena na região.

Durante a campanha, comerciantes são informados sobre o artigo 54 do estatuto do índio, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para este grupo. De acordo com Oliviam, a maioria dos empresários não sabe que a venda de álcool para este grupo é um crime inafiançável, com pena de seis meses a dois anos de reclusão.

Oliviam não sabe precisar em números a quantidade de casos de índios que consomem álcool nas aldeias da região, mas garante ter aumentado consideravelmente nos últimos meses. “Quando vamos às aldeias, alguém sempre comenta sobre casos de índios alcoolizados”, diz. Segundo ela, a dependência pelo álcool tem causado diversos conflitos familiares dentro das aldeias.

Como parte da campanha, uma passeata pela Avenida Paraná também foi realizada. O local dói escolhido devido o grande número de indígenas concentrados na região. “Lá perto fica a saída de uma das aldeias, então decidimos fazer esse trabalho por lá. Nosso objetivo não é punir os comerciantes e sim conscientiza-los”, explica. Além de ser preso, o comerciante que vender bebida alcoólica para indígenas pode perder o alvará de funcionamento.

O Sesai local é responsável por acompanhar os indígenas de Comodoro (MT), Conquista do Oeste (MT), Nova Lacerda (MT), Vilhena e Chupinguaia (RO). “Nós fizemos um trabalho de conscientização com os empresários do estado vizinho e o resultado foi positivo”, revela Oliviam.

Reportagem de  Jonatas Boni Do G1 RO

Ver mais no site: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2013/09/sesai-realiza-campanha-contra-venda-de-bebidas-alcoolicas-para-indios.html

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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