Índios de várias etnias invadem prédio da CNA em Brasília

Eles deram voltas no andar térreo e entoaram cantos de guerra. Grupo protestou contra a proposta de mudança na demarcação de terras.

Os índios invadiram a sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O protesto foi contra a proposta de mudança na demarcação de terras.

Cerca de 500 índios de várias etnias, com arcos, flechas e bordunas, ocuparam o prédio. Eles deram voltas no andar térreo e entoaram cantos de guerra. Policiais militares acompanharam a manifestação do lado de fora da entidade. Os indígenas protestaram contra o agronegócio e a bancada ruralista.

“Aas nossas terras estão sendo invadidas para a plantação de algodão, para a plantação de soja e para a criação de gado. A Confederação Nacional da Agricultura também tem responsabilidade em relação a isso”, diz Cléber Karipuna, líder karipuna.

“A CNA entendeu essa invasão como uma grave violação do Estado de Direito e dos direitos das pessoas que estavam trabalhando no local. Agora, nós estamos avaliando as imagens dessa invasão e vamos tomar as medidas cabíveis, inclusive recorrendo ao Poder Judiciário e a Polícia Federal”, diz Carlos Horbach, superintendente jurídico da CNA.

A PM também reforçou o policiamento na Esplanada dos Ministérios. Os índios fizeram o enterro simbólico de autoridades que, segundo eles, são contra os direitos indígenas. Eles cavaram um buraco perto do espelho d’água do Congresso, onde colocaram o caixão com fotos de parlamentares.

Na sede da Funai, líderes dos índios se reuniram com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e ouviram que o governo é contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe transferir do Executivo para o Legislativo o poder de demarcar terras indígenas.

“A nossa posição ela não é só que entendemos que é inconveniente essa PEC. Não é só que ela é inoportuna. Nós entendemos que ela é inconstitucional”, diz o ministro da Justiça.

O Movimento de Mobilização Nacional dos Índios em Brasília termina no sábado (5).

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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