Mobilização indígena no Brasil recebe financiamento, suporte e apoio de ONG britânica e ganha manifestação em Londres.

Idealizada pelo índio brasileiro Nixiwaka Yawanawá e com total apoio e financiamento da ONG Survival International, o protesto em frente a embaixada brasileira chamou a atenção para a grave situação dos povos indígenas no Brasil, cujos direitos são ameaçados por projetos que tramitam no Congresso Nacional.

 
 

 Londres – A semana da mobilização nacional indígena no Brasil, com diversas manifestações pelo direito à terra e em defesa da Constituição, conta com um apoio internacional.

Nesta quarta-feira (2), os simpatizantes da ONG Survival International – que defende o meio ambiente – realizaram uma manifestação em frente à embaixada do Brasil na capital britânica, conforme publicou a “RFI”.

O idealizador do protesto, o índio brasileiro Nixiwaka Yawanawá, afirmou que os indígenas do Brasil dependem das terras para sobreviver. “A PEC 215 e outras emendas significam o fim de nossos direitos territoriais e não devem ser aprovadas”, alertou.

Esta semana de manifestações, inclusive, tem o objetivo de evitar que os vários projetos que alteram os direitos dos povos indígenas sejam aprovados pelo governo brasileiro.

O principal deles é mesmo a citada PEC 215. Essa Proposta de Emenda Constitucional transfere do executivo para o legislativo a decisão sobre a demarcação de terras. O problema é que o Congresso concentra a força da bancada ruralista e o lobby de grandes empresas de mineração e energia.

Essas mudanças na legislação, de acordo com o diretor da Survival International, Stephen Corry, significam uma “ameaçam de morte para os índios brasileiros”.

E ele ainda lembra da Copa do Mundo que será realizada no Brasil daqui a oito meses. “Quantos torcedores estrangeiros têm consciência da repressão governamental contra os índios?”, questiona o líder.

Foto de © M. Cowan/Survival.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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