Violência no Mato Grosso do Sul: Índios invadem propriedade de 11 hectares e expulsam trabalhadores rurais

Violência no Mato Grosso do Sul: Índios invadem propriedade de 11 hectares e expulsam trabalhadores rurais

Índios terena invadiram duas fazendas em Miranda, no Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (9). O cacique Edilberto Antônio, líder de uma Terra Indígena já demarcada pela Funai onde que vivem os índios, afirmou que a invasão decorre do sofrimento da comunidade. “Nosso povo sofre muito. A aldeia está pequena para nós. Não temos estrutura e só queremos o que é nosso, as terras”, disse Cacique.

Os terena estão no local armados com arcos, flechas e pedaços de paus. Há mulheres, crianças e idosos. Eles pedem a presença de um grupo técnico da Funai no local para o trabalho de demarcação da área de mais terra para a área já demarcada. De acordo com os índios a Funai já identificou 10,4 mil hectares como terra indígena na região.

“A vinda do grupo técnico para a fazenda vai ser benéfica tanto para os índios quanto para os produtores rurais porque o que eles querem é uma definição. Eles têm documentos de antepassados que provam que as terras pertencem aos índios. Se a Funai determinar que as terras são nossas, vamos lutar por elas. Se ela determinar que não são nossas, vamos deixar o local. Queremos uma definição”, disse o líder Paulino Terena.

Por meio da assessoria, a Funai, em Brasília, informou que a área em questão não possui relatório antropológico e confirmou que encontra-se em estudo de identificação e delimitação da terra, mas falta complementação ao levantamento como análises de natureza antropológica, ambiental e cartográfica. Segundo a Funai, providências para estas ações estão sendo adotadas.

“Estamos cansados de esperar, vamos permanecer até termos uma resposta da Funai. Queremos as nossas terras, queremos a demarcação já”, disse Paulino. Uma das áreas ocupadas é a chácara Boa Esperança, de apenas 11 hectares. A segunda propriedade, segundo Terena, não possui nome e é arrendada para criação de gado.

O Cacique disse que esta é a primeira ocupação que os índios da aldeia Moreira fazem. Os indígenas dizem que permitirão que equipamentos e gado pertencentes aos produtores rurais sejam retirados das propriedades.

De acordo com o dono da chácara, Ernesto Melani, cerca de 50 índios chegaram ao local, onde estavam um caseiro com a esposa, que moram na fazenda com mais um funcionário. Os três foram retirados da fazenda pelos índios por volta das 6h. Melani informou que esteve na Polícia Civil de Miranda e registrou boletim de ocorrência, além de pedir a presença policial na área para dialogar com os indígenas.

Conforme Paulino Terena, cerca de 300 índios participam da invasão das duas propriedades nesta quarta. O Mato Grosso do Sul tem 70 propriedades invadidas por índios.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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