O que habitava a boca dos nossos ancestrais obra da linguista de Lucy Seki.

O que habitava a boca dos nossos ancestrais é o resultado de mais de quarenta anos de pesquisa da linguista Lucy Seki (UNICAMP), a maior especialista  nas línguas Krenak e Kamaiurá, e que em 2010 foi eleita membro honorário da Linguistic Society of America (Baltimore). Trata-se de uma coletânea bilíngue (Língua Portuguesa e Kamaiurá) de narrativas míticas dos índios Kamaiurá,  habitantes das margens da lagoa Ypawu, na área atualmente denominada Terra Indígena do Xingu, região nordeste do Estado Mato Grosso.

[Capa do livro, criada pela cineasta e designer Harumi Seki]

Oito narrativas, tradicionalmente transmitidas de forma oral,  foram registradas e traduzidas a partir do relato dos monoretajat, os “Senhores das Histórias”, e auxílio de diversos índios.  As histórias são ilustradas por desenhos feitos pelos índios, e acompanhadas por uma contextualização inicial e diversas notas etnográficas, as quais aprofundam a leitura, esclarecendo ou detalhando diferentes aspectos socioculturais do povo kamaiurá.

[Entrevista concedida à Revista Nova Raiz, em 2011]

Os mitos remontam a cosmologia kamaiurá, retratando eventos fora da experiência direta dos falantes da comunidade, situados no passado e transmitidos pela tradição, eventos esses que fazem parte da construção do  próprio olhar dos Kamaiurá sobre si próprios, a sua maneira de estar no mundo.

A capa do livro foi baseada nos irmãos gêmeos Sol e Lua, os quais protagonizam várias narrativas míticas.

 [“Os irmãos gêmeos Kwat ‘Sol’ e Jay ‘Lua’”. Desenho de Wary Kamaiurá, 2006]

Além dos mitos, o leitor conta com um  passeio histórico, um diálogo promovido com a bibliografia existente sobre o tema. A autora empreende também uma análise sobre diferentes traços da organização social, da indumentária, da caça, peça e agricultura. Aborda as características da língua e da narrativa mítica, e conta de que forma se deu a pesquisa e a organização da coletânea, seus principais desafios e dificuldades. No final do livro, há também um glossário com os principais termos kamaiurá que aparecem nos mitos.

O publicação do livro é uma iniciativa da FUNAI e do Museu do Índio, no âmbito do Programa de Documentação das Línguas Indígenas. A coordenação da equipe editorial foi realizada pela Primavera Livros.

                                              

DADOS DO LIVRO

O que habitava a boca dos nossos ancestrais-coletânea bilíngue kamaiurá/língua portuguesa

Autora: Lucy Seki

Edição: Primavera/Museu do Índio/Funai

Valor: gratuito

O livro é gratuito, e deve ser retirado no Museu do Índio-RJ. Mais informações, entre em contato com o Museu do Índio:

Coordenação de Divulgação Científica

Tel. (21) 3214-8718
(21) 3214-8722

Saiba mais acessando o BLOG do livro: o que habitava a boca de nossos ancestrais

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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