Financiados por ONGs inter/nacionais indígenas se opõem à importantes projetos de desenvolvimento nacional.

Financiados por ONGs inter/nacionais grupos minoritários se opõem à projetos de desenvolvimento nacional.

Por Edward M. Luz

No início deste ano concedi uma longa e reveladora entrevista à Revista InfoVias sobre a problemática indígena que desde 2008, como previsto e anunciado por brasileiros de bom senso, vem crescendo em proporções geométricas e saindo do controle do Governo em todo território nacional. A entrevista começou com uma pergunta acerca de uma difundido preconceito popular de que os indígenas seriam contrários ao desenvolvimento nacional.

Respondi firmemente e embasado em dados que bons historiadores nos revelam de que os indígenas nunca foram contrários ao projeto de colonização e desenvolvimento deste país. Sempre buscaram acesso àquilo que julgavam ser tecnologias mais desenvolvidas do que as que possuíam. Sempre desejaram com toda força os novos produtos e avanços com os quais se deparavam desde os terçados, machados,  até o isqueiro, panelas de alumínio, chegando ao rádio, à televisão e mais recentemente até ao acesso a internet, que uma boa parte já utiliza. 

De fato, durante cinco séculos de colonização portuguesa, com algumas exceções pontuais aqui e acolá, os nossos indígenas juntamente com os colonos europeus que migraram para as Américas, foram nossos parceiros nessa empreitada colonizadora.  O que foi que aconteceu então? Como atualmente indígenas estão sendo vistos como opositores ao desenvolvimento? É uma pergunta que me intriga e à qual tenho me dedicado à responder nos últimos anos. 

Uma hipótese que, pela sua força e  volume de evidências, não posso deixar de considerar é a de o Brasil estar vivenciando um fenômeno por meio do qual, alguns grupos indígenas estão sendo sorrateira e inteligentemente manipulados e estrategicamente jogados contra os projetos de desenvolvimento de interesse do estado e da sociedade brasileira. 

São fortes e numerosas as evidências neste sentido e ao que tudo indica acontece porque sem a bandeira comunista para se opor ao capitalismo, restou aos militantes do ambientalismo e do indigenismo, que ao final só século XX, uniram-se formando um movimento misantropo e contrário a qualquer todo e qualquer projeto desenvolvimentista.  No Brasil esse processo é tão forte a ponto de seguir freando por mais de três décadas o processo de desenvolvimento do país.

Aliás, foram poucos os projetos de desenvolvimento no Brasil que não esbarraram e estagnaram ante alguma resistência, seja de terra indígena, unidade de conservação, comunidade quilombola ou comunidade tradicional. Certamente as comunidades tradicionais tem todo o direito de reivindicar serem tratadas com respeito, e seus direitos reconhecidos estabelecendo acordos com o estado para serem ressarcidas dos danos provocados, e para encontrarem alternativas à minorar os efeitos deletérios do desenvolvimento. Mas o que o Brasil tem assistido é um forte processo de manipulação e uso de grupos minoritários, estimulados e financiados por recursos de ONGs internacionais para que se oponham de forma veemente e sistemática contra  toda e qualquer iniciativa ou obra de desenvolvimento, seja na aberturas ou asfaltamento de estradas, ferrovias, hidrovias ou na construção de usina hidrelétrica. 

Nesta semana a reportagem Índio quer Tumulto da Revista Veja trouxe a público mais uma dos muitos informativos que denunciam o envolvimento e financiamento internacional das manifestações indígenas que paralisaram Belo Monte por 90 dos 700 primeiros dias da construção. A reportagem informa que cada dia parado resulta em um prejuízo de até 10 milhões de reais – a suspensão das operações, portanto, já consumiu quase 900 milhões de reais.

Segundo a reportagem, setenta índios da etnia mundurucu teriam passado 24 horas dentro de ônibus para percorrer os 800 quilômetros que separam sua aldeia, em Mato Grosso, de Belo Monte. Para entrar no canteiro, eles renderam com um arco e flecha uma funcionária da Norte Energia, empresa responsável pela usina. Invadiram os escritórios e expulsaram os administradores. Em seguida, armados de tacapes, zarabatanas e flechas, os índios tentaram tirar dos alojamentos os operários – alguns dos quais, munidos de peixeiras, reagiram. A intervenção da Força Nacional de Segurança evitou um conflito maior. Os Mundurucus em nada serão afetados pela usina, mas conforme a reportagem agiram estimulados e financiados por quatro ONGs (Xingu Vivo, Instituto Socioambiental, Conselho Indigenista Missionário e Greenpeace) dizem querer impedir a construção de Belo Monte e de outras três hidrelétricas na região amazônica.

Em sua página da internet Instituto Socioambiental (ISA) publicou nota informando que “não incentivou e nem financiou ou ajudou a viabilizar a ocupação realizada pelo povo Munduruku e outras etnias no canteiro de obras da UHE Belo Monte”.

Pode até ser verdade, mas a campanha midiática institucional promovida pela ONG e difundida por dezenas de seus militantes e os vultosos recursos de financiamento internacional que recebe, deixa evidente seu posicionamento ideológico contrário ao projeto e levanta fortes suspeitas de seu envolvimento e participação em tais estratégias anti-desenvolvimentistas que acertam em cheio  o projeto de desenvolvimento nacional.

Os responsáveis pela construção de Belo Monte estimam quee ssa tenha sido a pior das

dezesseis invasões já registradas e temem um desfecho trágico nas próximas, dada a violência crescente dos episódios. Eles também receiam que um novo confronto entre manifestantes, operários e forças de segurança possa provocar uma paralisação mais longa, que impediria a entrega da usina no prazo previsto. Nesta semana a Norte Energia irá ao governo federal exigir o aumento da segurança na região. Os índios deixaram o canteiro na madrugada de sexta-feira, mas nem precisavam ter se incomodado. Na mesma manhã, a Justiça suspendeu a liminar de reintegração de posse que havia sido obtida pelos construtores da usina. (Foto: Letícia Leite.ISA)

Tal uso estratégico das minorias étnicas contra o projeto de desenvolvimento da nação é maquiavélico e pernicioso. Como pesquisador das relações interétnicas entre indígenas e a sociedade nacional envolvente  preciso denunciar e informar que tal manipulação e estímulo à oposição ao desenvolvimento acaba se tornando danosa à imagem dos próprios indígenas, gerando um preconceito na sociedade brasileira, que não coaduna com sua história, e que acaba vendo estes grupos como inimigos do desenvolvimento, como um entrave que nunca foram em cinco séculos de história. O Brasil precisa acordar e se informar melhor sobre as artimanhas que ONGs inter.nacionais lhe impõem de fora para dentro e aqui, por meio da internalização da ideologia belicosa fazem parecer demandas que brotam de dentro para fora. Estaremos alertas.

 Edward Luz. Antropólogo.

Anúncios

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em Belo Monte, Etnicização do Brasil, Manipulação Identitária, ONGs internacionais indigenistas, Política Indigenista, Sem categoria e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Financiados por ONGs inter/nacionais indígenas se opõem à importantes projetos de desenvolvimento nacional.

  1. Guilherme Macedo disse:

    Caro Edward,
    Sou seu colega de profissão (não faço parte da ABA, ou nem sei mais, já que não pago a mensalidade há anos) e encontrei sua página web.
    Primeiramente quero parabenizar você pela coragem de assumir posição no debate. Concordando ou não com o conjunto de seus argumentos, há que se considerar que a postura é corajosa.
    Como seu colega, encontro inúmeros pontos questionáveis nos seus textos, mas não gostaria de discutir uma lista com você. Creio que a crítica mais adequada é a que sua página parece fazer um jogo de espelhos com o que você tanto critica: assume uma posição homogênea, ao falar dos processos de identificação, da Funai, de ONGs, de “índios”, como se cada um fosse um personagem único, os vilões que distorcem uma história.
    Sem dúvida existem falhas em relatórios de identificação. Mas nem por isso o processo é viciado e as identificações não prestam. Os índios invadiram Belo Monte e isso não é bom. Não o teriam feito se o Brasil cumprisse a convenção 169 da OIT, da qual é signatário, e tivesse realizado os devidos processos de consulta prévia e informada.
    Acompanhei o processo de demarcação das Terras Indígenas do Alto Solimões na década de 90, e ele foi pago com dinheiro do governo da Áustria. Não, caro Edward, não há nenhum austríaco lá, nem empresa austríaca, e nem nenhum ganho para esse país, a não ser o ganho político interno de ajudar indios do terceiro mundo.
    O discurso nacionalista de “ameaça externa” deveria olhar para o próprio país e questionar também nossa atuação no exterior, na África e no Haiti, com o BNDES financiando obras na Bolívia. Se existem interesses internacionais espúrios sobre as terras esses não são mais significativos do que o que sempre acontece em qualquer situação: há fábricas que adulteram leite, empresas de comunicação que adulteram as nossas contas de telefone, médicos que não trabalham, corrupção nos domínios da esfera pública. Nem por isso condenamos todas as fábricas de leite, processamos todas as teles ou prendemos todos os funcionários e políticos, não?
    Enfim, ao demonizar a Funai, movimento indígena, ONGs, etc, a sua crítica e o apelo ao bom senso que poderia originar-se do seu esforço, perdem força. Fica parecendo mais uma mágoa pessoal com a Funai, antiga empregadora, ou com colegas da sua ex associação.
    Quero que me desculpe a franqueza da crítica, e me perdoe se passei do ponto. Foi no sentido de construir, de tentar contribuir para que uma iniciativa como a sua não se perca num ranço externalizado de maneira descabida.

    Moro em Brasília, se quiser continuar o diálogo, será um prazer.
    Um abraço,
    Guilherme Macedo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s