Jirau paga o custo da guerra ambientalista-indigenista

Jirau paga o custo da guerra ambientalista-indigenista

O consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), entidade responsável pela construção e operação da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), está amargando os enormes prejuízos causados pelo aparato indigenista-ambientalista e por ações de sabotagem contra aquele que é um dos principais projetos de infraestrutura do País. Devido aos atrasos constantes, ocasionados por incêndios criminosos nos canteiros de obras, invasões de indígenas, dentre outras razões, o consórcio está se vendo ameaçado de ter que pagar uma conta extra que pode superar os R$ 400 milhões, por descumprir a entrega do volume de energia prometido a partir deste mês.

Na semana passada, a usina recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para ligar a sua primeira turbina de 75 megawatts, de um total de 50 unidades geradoras. O problema é que, pelo contrato, a usina deveria estar acionando não apenas uma, mas 16 turbinas este mês, garantindo a oferta de 730 MW médios para setembro. Entretanto, não tendo conseguindo realizar a montagem dos equipamentos como estava previsto, caberá ao consórcio – formado pela francesa GDF Suez (40%), Mitsui (20%), Eletrosul (20%) e Chesf (20%) – comprar a diferença no chamado “mercado livre”, no qual geradoras vendem volumes de energia a preços mais altos do que os do mercado regulado.

Segundo o jornal Valor Econômico (9/09/2013), somente para cobrir o rombo de geração deste mês, o consórcio teria que desembolsar hoje, com base no preço médio atual no mercado livre, cerca de R$ 130 milhões. Contudo, o problema irá se estender aos meses seguintes, já que o déficit de turbinas geradoras em operação seguirá se traduzindo em uma produção de eletricidade abaixo do estabelecido pelo contrato com o governo federal.

De acordo com reportagem, pelo menos até o final do ano, a usina seguirá gerando menos energia que o contratado, com um déficit de 2.774 MW de setembro a dezembro, já descontando a energia que deverá ser produzida pelas dez turbinas que o consórcio pretende acionar ate o final do ano (a previsão original era de 21 unidades). Segundo os valores atuais no mercado livre de energia, este déficit poderá chegar aos R$ 400 milhões acima citados.

Um relatório elaborado pelo consórcio ESBR, apresentado à Aneel, ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), tenta convencer o governo de que o déficit não é de sua responsabilidade. No documento, a ESBR alega que tal problema é resultante de uma série de eventos imprevistos, que resultaram no atraso do cronograma.

De fato, Jirau é um caso exemplar dos impactos negativos que o aparato indigenista-ambientalista tem causado ao País. Os casos mais graves ocorreram em março de 2011 e em abril de 2012, quando o canteiro de obras da usina foi alvo de dois incêndios criminosos e atos de vandalismo, além de paralisações devido a ações de índios, garimpeiros e ribeirinhos. Visivelmente, trataram-se de ações planejadas e executadas em momentos de negociações trabalhistas, por agentes do aparato ambientalista-indigenista, como parte de sua agenda de obstaculização de grandes obras de infraestrutura no País, em especial, na Região Amazônica. Como este Alerta tem reiterado, este aparato é uma peça-chave de uma estratégia de “guerra irregular” contra o desenvolvimento socioeconômico da região, cujo objetivo é consolidá-la como uma autêntica “zona de exclusão ambiental” (Alerta Científico e Ambiental, 24/03/2011 e 31/03/2011).

A expectativa do consórcio é que a Aneel perdoe as dívidas resultantes dos atrasos e conceda uma prorrogação de sete meses no cronograma da obra. Segundo os cálculos do consórcio, as greves e os atos de vandalismo ocorridos em 2011 e 2012 resultaram em 25 meses de paralisação total ou parcial das obras da margem direita do empreendimento, além de 18 meses na margem esquerda.

O presidente do consórcio ESBR, Victor Paranhos, declarou ao Valor que se Jirau tiver, efetivamente, que comprar 730 MW este mês, sequer encontrará tal volume de energia disponível no mercado, dado o prazo apertado (tal compraria teria de ser efetivada até 7 de outubro). “O paciente está na UTI. Se ninguém fizer nada, ele realmente corre o risco de morrer (…). Quando se leiloou essa usina, ninguém conseguia visualizar o tamanho de seu desafio. Na realidade, o desafio era muito maior do que aquilo que se achava que era”, afirmou.

Um fato que beneficia o pleito do consórcio é que o “Linhão do Madeira”, a rede de transmissão que ligará as usinas e Porto Velho a Araraquara (SP), ainda não entrou em operação – a previsão atual e de que isso só ocorra entre o fim de outubro e início de novembro (Alerta Científico e Ambiental, 15/08/2013). “Nós nem teríamos como despachar toda essa energia, por isso, acreditamos numa decisão favorável da Aneel”, esclareceu Paranhos. Quando o “Linhão” estiver operacional, contudo, o problema do déficit de turbinas não estará resolvido, e o consórcio continuará dependendo da decisão final do governo para resolver a questão. “Contamos com o bom senso de todos. A avaliação de responsabilidades é realmente subjetiva, mas não pode ser imputada ao empreendedor uma penalidade que ele não causou”, concluiu o executivo.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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