Previsível: USP despenca no principal ranking universitário da atualidade!!!

Para voltar a ter destaque, instituições brasileiras precisam apostar na excelência, ampliar a colaboração internacional e a publicação de pesquisas em jornais consagrados

Campus da USP em Ribeirão Preto, interior de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

A USP perdeu pelo menos 68 casas no ranking universitário THE (Times Higher Education), a principal listagem de universidades da atualidade.

A queda da Universidade de São Paulo (USP) no ranking da publicação britânica Times Higher Education (THE), mais importante avaliação de instituições de nível superior do mundo, é um revés para a imagem do Brasil, afirma Elizabeth Gibney, especialista da THE que analisa o sistema educacional brasileiro. Na entrevista a seguir, ela detalha as razões da queda: redução em indicadores como reputação e proporção entre doutores e graduandos. Para voltar a ter destaque no ranking — a USP ocupou a 158º posição na lista do ano passado, passando a algum posto entre o 226º e o 250º lugares —, as instituições brasileiras precisam, na visão da especialista, apostar na excelência, ampliar a colaboração internacional e a publicação de pesquisas em jornais consagrados internacionalmente. “Um país com o tamanho e poder econômico do Brasil precisa ter mais universidades de nível global para o crescimento com base em inovação”, diz Elizabeth.

A posição específica no ranking não é informada pelo THE, que, a partir do 200º lugar, divulga os resultados em grupos de universidades.

A Unicamp também caiu e passou de 251º a 275º lugar (em 2012) para 301º a 350º lugar.

Os Estados Unidos continuam dominando o ranking. A melhor universidade do mundo, Caltech, é norte-americana. Além disso, 77 das 200 melhores do mundo estão em solo dos EUA.

O editor do THE, Phil Baty, classificou o resultado como “negativo para o Brasil”.

“Um país com seu tamanho e poder econômico precisa de universidades competitivas internacionalmente”, disse. “É um golpe sério perder a única universidade que estava entre as 200 melhores.”

PARA INGLÊS NÃO VER

Baty destacou ainda a importância da internacionalização nas universidades brasileiras para melhorar os resultados.

“É preciso incentivar o uso do inglês na sala de aula. Muitos países que não são de língua inglesa já usam o inglês no meio acadêmico.” Entre eles, estão a Holanda, a Alemanha e a França –países com universidades entre as cem melhores do mundo.

Essa bandeira do inglês tem sido destacada também por especialistas brasileiros.

De acordo com Leandro Tessler, físico da Unicamp e especialista em relações internacionais, há uma resistência interna na universidade brasileira ao inglês.

“Temos a tradição de resistir a cursos em inglês na universidade, como se fosse uma questão de soberania.”

Sem ter aulas em inglês, o Brasil perde pontos em boa parte dos indicadores do THE, que avaliam, por exemplo, a quantidade de alunos e de professores estrangeiros.

Além disso, as publicações científicas exclusivamente em português também diminuem a quantidade de citações recebidas por outros cientistas. Esse critério –as citações– valem 30% das notas recebidas por cada universidade.

O Brasil foi o único país que saiu do grupo de países com universidades entre as 200 melhores do mundo. Noruega, Espanha e Turquia entraram para o grupo de elite.

Qual é o motivo da queda da USP? O desempenho da universidade caiu em muitos indicadores. É o caso da proporção entre doutores e alunos da graduação, um dos dados que usamos para descrever quão intenso é o conhecimento no ambiente de aprendizagem, além do número de doutorados premiados por equipe acadêmica, o que dá uma noção do comprometimento da instituição com a próxima geração de acadêmicos. O desempenho da USP nos indicadores de reputação também caiu.

Além da USP, a Unicamp também perdeu várias posições no ranking. Existe uma ligação entre a queda das duas universidades? As fraquezas da Unicamp são parecidas com as da USP, com o indicador de renda institucional por equipe acadêmica, o que dá uma noção ampla da infraestrutura disponível para os alunos. O Brasil evoluiu consideravelmente nos anos recentes, trabalhando duro para internacionalizar suas melhores instituições e pesquisas. Podemos estar diante de uma desaceleração natural, já que agora são necessários mais esforços para conseguir ganhos menores, enquanto outras universidades do mundo evoluem rapidamente.

Como a queda das universidades no ranking afeta a imagem do país? É um revés para a imagem do país e seu sistema educacional. Um país com o tamanho e poder econômico do Brasil precisa ter mais universidades de nível global para o crescimento com base em inovação.

O que o Brasil precisa fazer para galgar posições nos rankings? Possuir mais instituições de excelência elevará o nível do perfil do país como um todo. Ampliar a colaboração internacional e a publicação de pesquisas em jornais consagrados internacionalmente também ajudarão a melhorar a posição de instituições brasileiras nos rankings, bem como aumento do número de estudantes de doutorado. Investimento sustentável também é chave.

Um dos destaques deste ano é a decadência de várias universidades europeias. Qual é a razão disso? Os fundos para educação superior e pesquisa em muitos países da Europa enfrentaram dificuldades para acompanhar os de outros lugares no mundo, com o orçamento permanecendo estático em muitas nações. Então, o acirramente da competição empurra as melhores da Europa para baixo.

Enquanto a Europa desce, a China continua a crescer vertiginosamente nos rankings. Por quê? Duas das melhores universidades da China subiram nos rankings neste ano, com movimentação para cima e para baixo nas oito instituições fora do grupo das duzentas melhores. A posição da China nos rankings certamente evoluiu nos últimos anos, o que podemos atribuir aos esforços para aumentar os fundos para educação superior e pesquisa, particularmente dirigidos para instituições específicas de alto nível. As universidades chinesas têm se aberto cada vez mais para acadêmicos estrangeiros e colaboradores internacionais. Neste ano, de fato, a China mostrou progressos fortes nos indicadores de internacionalização.

 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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