Ameaçado de perder a terra para Funai, agricultor comete suicídio no Rio Grande do Sul

Ameaçado de perder a terra para Funai, agricultor comete suicídio no Rio Grande do Sul

Cerca de 600 agricultores de várias regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina participaram de audiência pública sobre os conflitos gerados pela Funai em processos de demarcação de terras indígenas. O evento aconteceu na Universidade de Passo Fundo.

Pessoas como o agricultor Adão Zimermann, de São Valério do Sul, que se emociona ao falar do medo da perda da terra de 50 hectares onde vive com os avós, pais e filhos na localidade de Coroados. “O problema é que não sabemos o que fazer, estamos parados, não podemos fazer investimentos, melhorar a propriedade porque a gente não sabe se vai ter a terra amanhã e nem pra onde vamos”. Para Ademir Maskosk, de 27 anos, de Mato Preto, em Getúlio Vargas, a perda maior já aconteceu: “meu pai foi ficando depressivo até que não aguentou e cometeu suicídio, estou aqui para tentar evitar agora a perda da terra que sempre foi da minha família”. Hoje 30 mil famílias de agricultores estão ameaçadas de perder as terras no Rio Grande do Sul.

Participaram da audiência pública o presidente da comissão de agricultura, pecuária, abastecimento e desenvolvimento rural da câmara, Alceu Moreira além dos deputados federais Luis Carlos Heinze, Vilson Covatti e Valdir Colatto, eleito por Santa Catarina; os deputados estaduais Gilberto Capoani, Edson Brum, Diógenes Basegio; além de representantes de entidades e instituições.

A demarcação de terras por parte da Funai serve para defender os direitos dos índios e possibilitar que eles mantenham a sua cultura. Na audiência pública, a necessidade de que eles tenham as suas reservas não foi questionada, o protesto é contra a forma como as demarcações têm sido conduzidas. O procurador geral do estado, Rodinei Candeia, disse que o uso de terras dos agricultores para reservas indígenas fere a constituição. “O que está em jogo aqui não é apenas a terra de vocês – é um modelo de país, é a república. Não é possível tirar os agricultores de suas próprias terras como se fossem ocupantes, eles são donos de direito”.

Atualmente no Brasil as reservas indígenas ocupam 12,5% do território nacional e a população é de 817 mil índios, ou seja 0,4% da população brasileiro. Isto significa que existem 130 hectares por índio. Os deputados e participantes da audiência usaram dados como este para argumentar que não falta terra, que falta sim é uma política de inclusão dos índios nas reservas e de acompanhamento para que eles se desenvolvam nas suas áreas. Segundo o deputado Alceu Moreira, no Rio Grande do Sul são 100 mil hectares destinados aos índios e a previsão é de que outras 100 mil ainda sejam demarcadas. Depois da audiência, os produtores seguiram para um protesto em frente ao Ministério Público Federal.

Veja mais no site: http://www.questaoindigena.org/2013/10/ameacado-de-perder-terra-para-funai.html#more

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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