ONG indígena brasileiros busca apoio na Espanha para implementação de sua agenda política

ONG indígena brasileiros busca apoio na Espanha para implementação de sua agenda política

Indígenas brasileiros buscam apoio na Espanha contra os planos de Dilma

Madri, 14 out (EFE).- O representante do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Ivaldo Perez, está na Espanha com a intenção de obter apoios para a causa dos indígenas no Brasil, que mantêm há meses uma quebra de braço com o Governo da presidente Dilma Rousseff.

O CIR recebeu há um ano das mãos do Príncipe das Astúrias o Prêmio Bartolomé de las Casas, dado pela Secretaria do Estado de Cooperação Internacional e a Casa das Américas em reconhecimento de projetos de cooperação com os povos indígenas. Foto: EFE

Neste retorno à Espanha, Perez, apoiado pelas ONGS Survival International e Associação Uyamaa, se reuniu nesta segunda-feira com o embaixador brasileiro em Madri, Paulo Cesar de Oliveira, e amanhã fará o mesmo com representantes da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

O ativista disse hoje à Agência Efe que seu movimento pretende envolver o Governo e a sociedade espanhola, pois a ‘pressão dos países que compreendem a situação serviu muito historicamente à causa indígena do Brasil’.

A principal preocupação dos defensores dos direitos dos indígenas é atualmente a proposta de emenda da Constituição brasileira, de modo que as competências da Funai (Fundação Nacional do Índio) passariam diretamente ao Congresso Nacional.

Esta mudança pode modificar o tratamento de terras protegidas com grandes consequências, pois só na área protegida Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima, há mais de 900 pedidos de empresas para fazer prospecções mineiras.

Ivaldo Perez também denunciou a construção de centrais hidrelétricas na zona.

Perez assegurou que os indígenas querem colaborar com o Governo brasileiro ‘desde que haja um respeito mútuo’, ao destacar que ‘não aceitamos qualquer tipo de desenvolvimento’.

O vice-coordenador do CIR criticou também as condições impostas às áreas protegidas de Roraima, como a restrição para ampliá-la independentemente de sua demografia.

Estas condições estão sendo implantadas também mediante acordos de proteção de áreas indígenas de outros Estados brasileiros, segundo afirmou.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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2 respostas para ONG indígena brasileiros busca apoio na Espanha para implementação de sua agenda política

  1. os índios brasileiros na atualidade estão muito espertos ja sabem fazer até política defendendo os interesses próprio e também das ONGs internacionais que estão por trás deles dando suporte
    e os ensinando fazer política contra o Brasil, porque o Brasil aceita tantas ONGs no país?,porque a rede Globo não faz uma reportagem investigativa sobre as mesma ? porque a televisão brasileira não faz programas debatendo este assunto? porque o governo não coloca o exército para investigar estas ONGs e proibir a atuação delas no país?alguém por favor mim responda.

    • edwardluz disse:

      Prezado Edmar,

      infelizmente é esta inversão de valores que está acontecendo: aqueles grupos e sociedades indígenas que o país e os cidadãos brasileiros juraram respeitar e conviver em harmonia, estão sendo utilizados como instrumentos de ataque à nossa nação e à nossa sociedade brasileira. Sim, é levado pelo meu senso de responsabilidade que eu passo a responder aquilo que eu sei e que está ao meu alcance.
      Por que o Brasil aceita tantas ONGs no país? Porque até hoje não houve uma administração que verdadeiramente se preocupasse com a questão da defesa geopolítica do país. Nunca houve um controle real das ações de ONGs no Brasil, muito pelo contrário aqui elas atuam sem qualquer controle ou fiscalização.
      Por tudo isto, o Brasil se tornou um verdadeiro paraíso das ONGs, que recebem verbas e recursos de outras ONGs internacionais que desta forma promovem sua agenda política em território internacional.
      Por que a rede Globo não faz uma reportagem investigativa sobre as mesmas? Por que a televisão brasileira não faz programas debatendo este assunto? Porque o país já é governado por uma ditadura do pensamento politicamente correto, que praticamente impede qualquer questionamento sério sobre “organizações humanitárias tão boazinhas e bonitinhas”… não é mesmo? Quem em sã consciência ousaria questionar as ações tão bem intencionadas destas organizações?

      Por que o governo não coloca o exército para investigar estas ONGs e proibir a atuação delas no país? Posso lhe assegurar que os serviços de inteligência do país, tanto do Exército, como da ABIN, mantém forças tarefas de investigação sobre a ação destas ONGs em território nacional. O difícil mesmo é saber o limite e o controle sobre as atividades desenvolvidas por elas. É muito complicado e ainda levaremos muito tempo para encontrar uma fórmula adequada para este problema. Edward M. Luz. Antropólogo Social.

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