Enstrevista: Antropólogo Edward Luz destaca gravidade da questão indígena e critica demarcações da Funai

Em entrevista ao jornalista João Batista Olivi do canal Notícias Agrícolas o antropólogo Edward Luz (doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília) compartilha sua preocupação com a questão indígena no país, deixa claro que não concorda com a forma de trabalho dos antropólogos da Funai e afirma que o Brasil não se deu conta da gravidade da legislação indígena no país. Laudos de demarcações de terras indígenas são questionáveis

Em entrevista para a segunda edição do Mercado & Cia., do Canal Rural, o antropólogo Edward Luz apontou que o Brasil ainda não se deu conta da gravidade que é a legislação indígena no Brasil.

O antropólogo discorda das visões dos antropólogos da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que insistem em afirmar a validade da “ocupação memorial” e em não aceitar a validade da ideia de um “marco temporal”. Para ele, assumir esta linha de raciocínio defendida pela antropologia radical engajada e sustentada em laudos de demarcações recentes seria assumir que “o estado brasileiro é ilegal”. Da forma como a legislação se encontra “Basta um índio ou uma pessoa que se diz indígena requisitar o território como tradicional que os antropólogos carimbam e dão legitimidade a isso”, afirma. “Hoje em dia, até Copacabana, Ipanema ou até o Congresso Nacional podem virar terras indígenas. Basta que o antropólogo carimbe”.

De acordo com Luz, o caso de Raposa Serra do Sol mostra que os laudos escusos podem enganar até o Supremo Tribunal Federal. Ele lembra que há mais de 20 erros graves apresentados no laudo da antropóloga responsável. As mesmas condições se mostram presentes em territórios como a gleba Suiá-Missu.

“Um ponto que a antropologia não diz é que os índios também são colonos. Não existem direitos originários porque eles não foram os primeiros a chegar no Brasil”, defende o antropólogo.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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