Fraude antropológica e Manipulação identitária fará Rosivaldo Ferreira da Silva o futuro rei de Babaulândia!!

Manipulação identitária transformou o garçom Rosivaldo Ferreira da Silva no temido Cacique babau e evidente fraude antropológica consentida por antropólogos e reiterada vezes pela ABA, o fará futuro rei de Babaulândia, terra do neo-terror tupinambá!!!

Nesta semana o Site Questão Indígena decidiu fazer e divulgar um perfil do Cacique Babau, que por meio da manipulação identitária e da fraude antropológica, reiterada diversas vezes pela ABA, (Associação Brasileira de Antropologia), vem enganando a sociedade brasileira, (inclusive ministros do STF) e provavelmente o fará rei absoluto da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, terra de violência, assassinatos e terror generalizado na população que por inteiro nega e renega a homologar tamanha fraude.

Bisneto de Francisco Ferreira da Silva, o Véi Nô, neto de João Ferreira da Silva e filho de Lino Ferreira da Silva, todos agricultores afrodescendentes, Rosivaldo Ferreira da Silva é índio. A história de Rosivaldo é a história de como o movimento indigenista e a Funai reinventaram uma etnia indigenóide arremedando um grupo indígena há muito desaparecido e iniciaram um processo de demarcação que pode expulsar milhares de pequenos agricultores de suas terras. Uma história marcada por mentiras, violência e morte que será contada agora pelo #Qi. Conheça Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, futuro rei de Babaulândia.

Nascido na região conhecida como Serra do Padeiro entre os municípios de Buerarema e Una, no sul da Bahia, Rosivaldo é filho de Lino Ferreira da Silva, um pequeno agricultor produtor de banana, mandioca e farinha, cliente do programa do governo para incentivo da agricultura familiar, o Pronaf. Ainda filho de agricultores, Rosivaldo cursou o ensino primário na escola rural Joana Correia, no povoado de José Soares, e o secundário na Escola Estadual Enedina Oliva, ambos na zona rural de Buerarema. Em seguida, Rosivaldo se mudou para Porto Seguro onde trabalho como garçom.

Em janeiro de 2000, Maria Valdelice de Jesus, que se identificava como Cacique Jamapoty Tupinambá, organizou a participação de um grupo de pessoas em um seminário que ocorreu em Porto Seguro em abril de 2000 como parte das comemorações dos 500 do descobrimento. Nesse seminário reuniram-se várias etnias indígenas de todo o Brasil.

Este evento teve um papel importante na mobilização dos futuros “índios Tupinambá”. De acordo com um relatório ao qual a equipe do Questão Indígena teve acesso, foi nesse período em Porto Seguro que Rosvialdo teve os “primeiros ensinamentos dos hábitos e costumes indígenas”.

Rosivaldo retorna a Buerarema e convence seus familiares, alguns vizinhos e alguns pequenos agricultores de seu círculo de amizades mais próximo a se autodenominarem índios. Rosivaldo criou assim seu primeiro grupo de “indígenas” tendo como “cacique” o pequeno agricultor Jair de Bida. O grupo formalizou uma associação com o objetivo de acessar recursos federais. A primeira ação violenta do grupo foi a invasão da propriedade rural do agricultor Raimundo Correa.

Em busca de uma identidade para seu grupo indigenóide, Rosivaldo tentou se autodeonominar Pataxó-hã-hã-hãe. Entretanto, os índios Pataxó-hã-hã-hãe da região de Pau Brasil negaram a Rosivaldo o ingresso de seu grupo naquela etnia. Rosivaldo apelou então a Maria Valdelice de Jesus, que se identificava como Cacique Jamapoty Tupinambá e reivindicava terras na região litorânea de Ilheus. Assim como Valdelice, Babau passou a se autodenominar Babau Tupinambá.

Rosivaldo, agora Cacique Babau, retornou para a zona rural de Buerarama e passou a invadir propriedades na região como forma de forçar o Governo a iniciar o processo de demarcação. A atuação de Babau como índio Tupinambá na Serra do Padeiro, há mais de 30 km do litoral onde já atuava a Cacique Valdelice ampliava a área revindicada pelo movimento indigenóide. Alguns dos índios do grupo de Babau passaram também a receber recursos federais do Ministério da Saúde através do Programa de Saúde das Famílias Indígenas (PSFI), administrado pelas prefeituras de Una e Buerarema.

Em 2005, Babau foge de Buerarema devido à reação dos produtores rurais ao seu bando indigenóide. Em 2006 um grupo ligado a Babau invadiu e depredou a sede da prefeitura de Una por desavenças na administração dos recursos do Ministério da Saúde, mas a invasão forçou a Funai a criar o Grupo de Trabalho para demarcação da chama Terra Indígena Tupinambá de Olivença.

Babau retorna a Buerarema em 2007 e tenta assumir novamente o controle dos recursos do PSFI. Invade e depreda o prédio da prefeitura liderando um grupo com cerca de 70 pessoas. Na ocasião, o bando quase foi linchado pela população indignada com a depredação promovida por eles no prédio que abriga a prefeitura e as secretarias municipais. Essa ação gerou um mandado de prisão contra ele emitido pela Polícia Federal.

Os primeiros estudos feitos por antropólogos a pedido da Funai para delimitação da área indígena mostraram claramente a farsa. O relatório preliminar afirmava que a dificuldade maior “era o fato de afirmarem ser eles Tupinambá”, uma etnia há muito desaparecida. Além disso a própria Vila de Olivença, que o movimento indigenóide afirma ser a origem da comunidade, era “comprovadamente a sede da antiga aldeia tupi”. O relatório conclui que não ser possível “reunir dados suficientes para afirmar se uma possível demanda neste sentido estaria contemplada nos termos da legislação pertinente”.

Não satisfeito com esse primeiro relatório, o Ministério Público Federal moveu, em dezembro de 2007, uma ação civil pública com pedido de liminar contra a União e a FUNAI requerendo que a Justiça Federal estabelecesse um prazo limite de um ano para conclusão do processo administrativo de demarcação.

Em 2008, uma operação da Polícia Federal, organizada para o cumprimento de ações judiciais de reintegração de posse de propriedades invadidas pelo bando de Babau, resultou em confronto direto entre os índios e a PF, com um saldo de 22 feridos, 14 índios e oito policiais. Um irmão de babau é preso por porte ilegal de arma de fogo. Rosivaldo foge, mas é preso meses depois em Ilhéus. Foi a primeira pisão de Babau. Veja neste documentário no minuto 14:27 como o Cacique Babau descreve o confronto:

Em 2009, a Funai aprova e entrega para homologação do Ministro da Justiça o relatório final da demarcação da Terra Indígena apesar das constatações do laudo preliminar. O novo laudo resulta na demarcação de uma área com 47 mil hectares que vai de Ilhéus, no litoral onde vive Valdelice, à Serra do Padeiro, no interior onde vive Rosivaldo. A área incluiu quatro assentamentos da Reforma Agrária.

A apresentação do estudo foi o estopim de dois movimentos de sentido contrário. De um lado os pequenos agricultores, assentados da reforma agrária e munícipes de Ilheus, Una e Buerarema começaram uma mobilização contra a demarcação. Mas de outro lado, os indigenóides organizaram milícias, começaram a invadir propriedades e expulsar seus donos. A milícia invadiu propriedaes como o Sítio São Marcos, de 48 hectares, cujo proprietário era José Ferreira, e a Fazenda Bela Vista, de 61 hectares, de Jorge Ribeiro, conhecido como Dr. Carrilho.

Mais de cem propriedades foram invadidas. Em uma dessa ações, o trabalhador rural Adailton do Carmo levou um tiro pelas costas de um miliciano indigenóide e ficou paraplégico. Vários outros foram espancados e tiveram que sair de suas casas, algumas das quais foram queimadas pelos índios.

Surgiram denúncias de que algumas das pessoas que se diziam índios estariam recuando, sob alegação de que foram iludidas por caciques com ofertas de facilidades. Uma matéria produzida pela TV Band denuncia o esquema de aliciamento de pessoas comuns pelo movimento indigenóide (veja aqui). Ocorreram várias revoltas populares nos municípios envolvidos. Rodovias foram fechadas e carros da Funai foram depredados.

Em 2010, Babau foi preso novamente pela Polícia Federal sob acusação de invasão de propriedade, vandalismo, incêndio, tentativa de homicídio, resistência a prisão entre outras. Foi solto logo em seguida por solicitação da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa da Bahia.

Babau passou então a treinar outras pessoas para serem caciques de sua tribo de indigenóides. Um desses neófitos era um assentado da reforma agrária por nome Cleildo. A família de Cleido fora assentada pelo Incra em 1997 no Assentamento Ipiranga junto com outras 44 famílias de agricultores familiares lugados ao Movimento dos Sem Terra. Depois dos ensinamentos de Babau, Cleido virou Cacique Cleido Tupinambá e convenceu outras 9 famílias a se dizerem índios com a promessa de que o lote de 20 hectares oferecido pelo Incra poderia ser ampliado depois que toda a área de 47 mil hectares fosse demarcada.

Mas Cleildo enfrentou a oposição de Juraci José dos Santos Santana, o líder do assentamento. Juraci se recusou a entrar no esquema, passou a denunciar a fraude de Babau e Cleildo e começou a receber ameaças de morte. O líder do assentamento participou de várias reuniões em Brasília. Esteve com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o Vice-Presidente da República, Michel Temer. Em todas, denunciou as fraudes e relatou as ameaças que vinha sofrendo.

No último dia 10 de fevereiro, Juraci foi assassinado com um tiro de escopeta dentro da casa onde morava no assentamento Ipiranga na frente da esposa e da filha menor de idade. Os assassinos atiraram em Juraci e antes que ele morresse deceparam suas duas orelhas. O agricultor aparece nesse documentário fazendo denúncias contra a ação da milícia tupinambarana, no sul da Bahia.

O assassinato de Juraci foi o estopim de mais uma revolta popular contra a demarcação da Terra Indígena. Mais de 10 mil pessoas participaram do cortejo fúnebre. Rodovias foram fechadas e a população entrou em confronto com a tropa de choque da polícia militar da Bahia. O Governador Jaques Wagner, do PT, reconheceu a perda do controle sobre a segurança pública e requisitou tropas federais. O Governo enviou o Exército e homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança. As tropas chegaram a entrar em confronto com a milícia indigenóide trocando tiros durante o cumprimento de uma ordem judicial (Veja aqui). –

Vejam a matéria completa no site Questão indígena: http://www.questaoindigena.org/2014/03/perfil-conheca-rosivaldo-ferreira-da.html#more

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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4 respostas para Fraude antropológica e Manipulação identitária fará Rosivaldo Ferreira da Silva o futuro rei de Babaulândia!!

  1. Essa é mais uma importante informação, dentre as tantas já divulgadas por diversos meios, como jornais, revistas e na internet, com relação à farra antropológica da ideologia oportunista. Mas alguma medida o Governo Federal tomou com relação a esse grave problema, mesmo diante de tantas e tantas denúncias realizadas país afora? Até agora NENHUMA. Outro detalhe me intriga. Atualmente as invasões ilegais e a pressão psicológica sobre pequenos agricultores para expulsamos de suas terras que compraram desse mesmo Governo parece ter cessado. Não se enganem. Isso é determinação, é orientação desse Governo corrupto para não se desgastar mais e ganhar a eleição novamente. ACORDA BRASIL …

    • edwardluz disse:

      Prezado Adriano Benetti,
      Que satisfação contar com a sua participação sempre tão constante, incisiva e acertada nestas denúncias que aqui tenho feito.
      Sim, compartilho de todas as suas críticas: NENHUMA medida foi tomada pelo Governo Federal com relação a esse grave problema, mesmo diante de tantas e tantas denúncias realizadas país afora. Até agora NENHUMA, nenhuma, nenhuma.
      Sim, os pequenos produtores não podem se deixar enganar pela diminuição das invasões ilegais e a pressão psicológica sobre pequenos agricultores para expulsarem de suas terras que compraram desse mesmo Governo parece ter cessado.
      Sim, sua observação faz todo sentido: Isso parece sim ser orientação desse Governo para evitar o desgaste durante o período eleitoral novamente.
      É preciso retomar a normalidade cívica e jurídica da situação fundiária do país. E isto só se fará com a conscientização do povo brasileiro.

      Grande abraço, Edward M. Luz. Antropólogo Social Livre. Ex-filiado à ABA.

    • edwardluz disse:

      Vamos lá quantas vezes forem necessárias. Estaremos de prontidão para denunciar todas as artimanhas e armadilhas étnicizantes desta nova esquerda radical.
      Atenciosamente, Edward M. Luz

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