“Índios estão aprisionados aos projetos e discursos das ONGs” afirma Mércio Gomes.

O antropólogo Mércio Pereira Gomes criticou não apenas a política indigenista governamental, como também a agenda geopolítica das ONGs.

Ao comentar o recente conflito na Terra Indígena Tenharim e na cidade de Humaitá, no sul do Amazonas, o antropólogo Mércio Pereira Gomes criticou não apenas a política indigenista do governo petista, mas também a agenda e a ação geopolítica das organizações não governamentais (ONGs).

Mércio Gomes assim como eu servimos à FUNAI e aos indígenas entre os anos do primeiro mandato do presidente Lula, basicamente entre entre 2003 e 2007.

Mércio serviu como presidente da Funai neste período, eu  Edward Luz, servi à FUNAI e a populações indígenas do Brasil como antropólogo consultor atuando na coordenação de três GTs de identificação e delimitação de terras indígenas no estado do Amazonas, que culminaram com a identificação e delimitação de três terras indígenas, a sugestão de mais de cinco terras indígenas e a correção de outras três.

Ambos deixamos de servir FUNAI em 2007 e ambos, desde então seguimos denunciando em nossos Blogs pessoais aquilo que conseguimos entender e denunciar de errado na política indigenista então seu blog na internet, Mércio denuncia que o processo de construção e proteção dos direitos dos índios com “ajuda de muitíssimos brasileiros, e a ajuda da comunidade de antropólogos, jornalistas e advogados, de Ongs e do Cimi e até de políticos de boa fé”, desandou. Embora o Brasil posse se orgulhar de demarcar quase 13% de seu território para os povos indígenas, “um radicalismo infantil e pernicioso, levado adiante pelas mesmas Ongs que antes ajudaram a Funai, levou a situação a um ponto de conflito que poucos acreditam que possa ser revertido a curto prazo”, escreveu Mercio Gomes. “Os índios estão presos no discurso das Ongs. Uma parte dos índios, mas a parte que adquiriu voz e presença política. Os demais foram excluídos do processo e olham pasmos o que está acontecendo com seus jovens e o que pode vir de mal para seus povos.” Para Mécio Gomes, a “Funai patina, sem rumo, refém de um governo sem qualidade indigenista e de Ongs amalucadas, ambiciosas e desrespeitosas de tradição indígena”. Ao avaliar as perspectivas para o próximo ano, desenhou um cenário ainda pior: “2014 será ano de eleição presidencial, de reforço de forças políticas reacionárias ao nosso processo histórico. As sementes dos conflitos crescerão.” Algumas vezes é preciso chegar ao fundo do poço para que alguma mudança real e significativa realmente ocorra.

Este antropólogo que aqui escreve, assim como o Mércio Gomes e mesmo setores organizados da população brasileira como o site questaoindigena.org temos já desde 2007, 2010 e 2012 respectivamente temos já alertado desde então acerca da necessidade de se proteger os índios do projeto político das ONGs para os índios, protege-los de seus discursos radicais, bem como de seu “radicalismo infantil e pernicioso”.

Nós brasileiros não viemos ao mundo para retirar direitos dos índios, muito pelo contrário, nós, povo brasileiro queremos voltar a unir forças com todos os setores desta grande nação para estabelecermos relações pacíficas, de prosperidade e produtividade.

Leia o post de Mércio Gomes: 2014 será um ano crucial para o indigenismo brasileiro!

Leia também a matéria completa e com os comentários original no site do Questão Indígena:// www.questaoindigena.org/2014/03/os-indios-estao-presos-ao-discurso-das.html#sthash.77vZjQDl.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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Uma resposta para “Índios estão aprisionados aos projetos e discursos das ONGs” afirma Mércio Gomes.

  1. Profissionais com absoluto conhecimento de causa e da causa relatam e retratam a verdade.

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