Descoberto esquema em Santa Catarina que fabricava falsos índios para fraudar Previdência Social

54 casos foram descobertos pelo Ministério Público em Rio do Sul. A pergunta óbvia e ululante num país com tantas diferenças socioeconômicas é:

Mais um caso de fraude indígena à Previdência Social

Nova fraude indígena na Previdência Social.

Se isso acontece no Rio Grande do Sul, ou seja, se tem gente disposta a fraudar desta forma a Previdência Social num dos estados mais prósperos do Brasil, quantos mais não optam por percorrer exatamente esta mesma trilha, manipulando suas identidades em troca de benesses, bolsas e benefícios, ajudando assim a  fraudar Laudos Antropológicos, processos demarcatórios de terras indígenas, e enganar a FUNAI, o Ministério da Justiça, o Ministério Público e até mesmo o STF?… O mais estranho é ter só um antropólogo se perguntando por isso, ao invés de ter a maioria deles se fazendo a mesma pergunta!

O Ministério Público Federal de Rio do Sul, em Santa Catarina, protocolou na Justiça ação penal para denunciar fraude ante a Agência da Previdência Social em Ibirama. A denúncia é de que 54 pessoas se passavam por indígenas para receberem os benefícios indevidos.

O esquema tinha a participação do servidor da Funai, ex-chefe do Posto Indígena do município, Jorge Luiz Bavaresco. Valendo-se do cargo que ocupava, Bavaresco emitia declarações com informações inverídicas atestando que cidadãos comuns eram, de fato, indígenas da tribo La-Klãnõ.

O ex-chefe da Agência da Previdência Social em Ibirama, Gilvan da Silva, dava prosseguimento à fraude, concedendo, segundo o inquérito, de forma ilícita os benefícios previdenciários, cadastrando os dados falsos no sistema informatizado da instituição. O servidor ainda dispensava os beneficiários da entrevista, reconhecendo a declaração da Funai como prova inequívoca para a comprovação da qualidade de segurado especial – indígena.

O procurador da República Dr. Andrei Mattiuzi Balvedi requer que os denunciados sejam intimados pela 1ª Vara Federal de Rio do Sul, para que prestem esclarecimentos por obterem benefícios indevidos a terceiros, respondendo aos crimes previstos no Código Penal.

Além de inventar índios para justificar demarcações fraudulentas de terras gerando conflitos no campo, a máfia que tomou conta da Funai fabrica índios também por outros benefícios do Estado.

Veja a matéria completa no site http://www.questaoindigena.org/2014/03/esquema-em-santa-catarina-fabricava.html#sthash.LKYNYWwj.dpuf

Anúncios

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em falso índios, fraude antropológica, fraude à previdência, fraudes, laudos fraudulentos, Manipulação fraudulenta e marcado , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Descoberto esquema em Santa Catarina que fabricava falsos índios para fraudar Previdência Social

  1. Isso é um fato, será mesmo que ele não esta acontecendo no Rio Grande do Sul, no pais inteiro … quem deverá se debruçar sobre isso?

  2. edwardluz disse:

    Só mais outra fraude descoberta. Agora imagine as outras dezenas que não existem espalhadas por este país-continente…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s