Novo protagonismo indígena: Índios não são apenas vítimas e passaram a ser agentes e promotores da violência no campo, diz relatório da CPT.

O mais novo relatório da Comissão Pastoral da Terra, de uma forma surpreende e incomumente  honesta se vê obrigado a reconhecer que os Índios não podem mais ser considerados e classificados apenas na categoria de vítimas. Constrangidos pelos fatos, pois seguem se destacando num novo protagonismo: o da violência étnica organizada.

Índios deixaram de ser apenas vítimas e passaram a ser agentes da violência no campo, diz relatório da CPT

Relatório da CPT agora também reconhece: Índios não podem mais ser considerados apenas vítimas pois seguem se destacando num novo protagonismo: o da violência étnica organizada.

O presidente da CPT, dom Enemésio Lazaris, divulga o relatório Conflitos no Campo 2013

Os índios deixaram de ser apenas vítimas da violência no campo e passaram a ser protagonistas de ações violentas, segundo relatório Conflitos no Campo 2013 apresentado hoje (28) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). De acordo, em 2013 “as populações tradicionais não foram simplesmente vítimas de ações violentas. O relatório destaca as ações de invasão de propriedades rurais na Bahia e no Mato Grosso do Sul. As ações de “retomada”, eufemismo usado no relatório para invasão de propriedade por índios, foram 20 na Bahia e 30 no Mato Grosso do Sul. Esses fatos “desconstroem a noção de passividade dessas populações”, diz o relatório.

O texto não chega a mencionar os três não índios assassinados por índios tenharim no conflito ocorrido no sul do Amazonas no final do ano passado. O relatório também não menciona os agricultores Juracy Santana, assassinado no bojo do conflito indígena no sul da Bahia, nem o também agricultor, Arnaldo Alves Ferreira, assassinado por índios guarani no Mato Grosso do Sul. A expulsão de pequenos agricultores pelas operações de desintrusão das terras indígenas Marãiwatsédé, no Mato Grosso, e Awá-Guajá, no Maranhão, também não são mencionadas no relatório.

– Veja esta e outras notícias sobre a Questão Indígenas no Brasil em: http://www.questaoindigena.org/2014/04/indios-deixaram-de-ser-apenas-vitimas-e.html#sthash.5cF35d1k.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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