Acusado de homicídio, cacique Babau ri da justiça e já está livre para continuar sua guerra!!

Protegido especial pelo Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência, o Cacique Babau tem motivos de sobra para rir e para continuar suas atividades de guerra irregular, que amedrontam e ameaçam produtores, proprietários e cidadãos do Sul da Bahia.

Foto de Marcelo Min

Babau dá seu riso estridente e debochado da Justiça brasileira e daqueles que ainda continuam esperando dela alguma solução para os crescentes conflitos indígenas no sul da Bahia

DESTEMIDO
Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, em uma das áreas invadidas sob seu comando. Ele enfrenta sem medo a Polícia Federal

O riso é estridente,quase debochado. Enquanto ri, Rosivaldo Ferreira da Silva, de 35 anos, chacoalha todo o corpo, a fileira de dentes de boi que carrega no pescoço e o cocar de penas na cabeça. A irreverência e a simpatia contrastam com a descrição feita pela Polícia Federal das ações e do caráter do garçom Rosivaldo, ou Cacique Babau, como ele é mais conhecido e temido no sul da Bahia. Sobre a mesa do delegado federal Cristiano Barbosa, a pasta intitulada Dossiê Cacique Babau dá a dimensão das façanhas atribuídas a Rosivaldo. São ao menos dez inquéritos, em cerca de 500 páginas, que incluem acusações de sequestro, furto, invasão de propriedade privada, incêndio criminoso, porte ilegal de armas, ameaça, formação de quadrilha.

Nenhuma destas acusações contudo, foi suficiente para convencer o ministro do Superior Tribunal de Justiça Sebastião Reis Júnior, que alegando “falta de indícios”, concedeu liminar para garantir a liberdade ao líder tupinambá Rosivaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, que riu novamente.

Aliás, a coisa que Rosivaldo mais tem feito nos últimos anos de sua vida é rir. Rir compulsivamente da palhaçada espalhafatosa que se revelaram a Justiça e sobretudo o poder Executivo brasileiro absolutamente refém de inúmeras estratégias geopolíticas do aparato indígena quando o assunto é demarcação de terras indígenas!!! 

Babau também dá risada quando confrontado com sua ficha policial. Nega que ande armado ou promova a violência, mas se deleita ao lembrar que os tupinambás ficaram conhecidos como um povo guerreiro e canibal. “De vez em quando a Polícia Federal vem aqui buscar um cadáver. Não encontra nada, só a gente comendo carne assada. Mas é carne de animal. Nossos antepassados faziam prisioneiros para virar almoço. É por isso que eu não sequestro ninguém. Se sequestrar, a gente vai ter de comer”, afirma Babau, às gargalhadas.

Na última semana de Abril, Babau foi preso temporariamente em Brasília, por apenas um dos muitos processos dos quais é acusado. Neste caso, foi preso acusado de participação num homicídio que tramita em segredo de Justiça na Comarca de Una (BA).

Mas, pela compreensão do magistrado, “não havia qualquer razão para mantê-lo preso no atual momento do processo”, pois a “ordem de prisão não aponta elementos que demonstrem a possibilidade de participação efetiva do acusado no assassinato do agricultor Juraci José dos Santos Santana”.

Mais revelador ainda são as palavras do Ministro quando agregou em sua avaliação que o Cacique Babau está incluído no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência, e que por isso suas atividades já são controladas de forma permanente.

De volta para casa, o cacique deverá permanecer na aldeia onde reside (Serra do Padeiro, na Bahia), exceto com autorização do juiz da Vara Criminal de Una. Ele também deverá depositar em juízo seu passaporte e não poderá manter contato com testemunhas do processo, nem com os demais acusados do crime.

O mérito do Habeas Corpus ainda será julgado pela 6ª Turma do STJ. A defesa pede ainda que seja reconhecida a incompetência da Justiça estadual para a apuração do crime, “porque intimamente relacionado com as disputas de terras entre índios e fazendeiros da região”.

Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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Uma resposta para Acusado de homicídio, cacique Babau ri da justiça e já está livre para continuar sua guerra!!

  1. Será que é realmente dessa forma que a justiça quer se aproximar mais da sociedade.

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