Conheça o esquema que promove e alimenta a violência étnica no Brasil: IEB e Funai planejam ações em conjunto para a região do sul do Amazonas em 2014

Quem ganha com a violência no campo? IIEB e Funai planejam ações em conjunto para a região do sul do Amazonas em 2014

Henyo Barreto

Representantes da ONG Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), na qual trabalha o antropólogo radical Henyo Barreto, se reuniram nos dias 23 e 24 de abril com a funcionários da Funai para fazerem o planejamento do plano de trabalho de um Termo de Cooperação Técnica assinado entre as duas instituições logo após a prisão dos cinco índios tenharim acusados pelo assassinato de três homens não indígenas. Depois dos episódios de violência no sul do Amazonas o Governo teve que coibir a cobrança ilegal de pedágio pelos índios e firmou “termos de cooperação” com algumas ONGs para compensar a perda dos índios. “Essa parceria começou de forma mais concreta justamente no processo de construção e elaboração da política. Mais recentemente esse processo se consolidou e provocou a necessidade de criar esse acordo de cooperação técnica”, diz Jaime Siqueira, coordenador geral de Gestão Ambiental (CGGAM) da Funai. O Termo de Cooperação Técnica foi assinado entre a Funai e o IEB em janeiro, logo após o assassinato dos três não índios pelos índios tenharim. Teoricamente o escopo do termo são formação, gestão territorial e ambiental e fortalecimento institucional na região do sul do Amazonas, onde atua o IEB. “O termo de cooperação formaliza a relação de parceria, oferece segurança jurídica e cobertura ao desenvolvimento de atividades que são planejadas conjuntamente”, explicou Henyo Barretto, diretor acadêmico do IEB. No calor dos atos de violência que aconteceram no sul do Amazonas, Henyo Barreto esteve em Humaitá possivelmente para apresentar os serviços de sua ONG e abocanhar esses recursos do termo de cooperação. Tal estratégia foi revelada pelo site Questão Indígena:

Para Evanizia Santos, coordenadora regional da CR Alto Purus, “a Funai e o IIEB vão poder estar consolidando nesse instrumento uma parceria”. “É um momento muito importante para a Funai estar estreitando esse diálogo com os parceiros para implementar a PNGATI”, disse Raimundo Parintintin, chefe da Coordenação Técnica Local (CTL) da CR Madeira. A Coordenação Regional da CR Rio Madeira está vaga desde que o antigo coordenador, Ivã Bocchini, foi exonerado por incitar a ação violenta dos índios.

O convênio entre a FUNAI e o IIEB é uma evidência de como funciona o esquema que promove e alimenta a violência no campo que só ganha incitando a violência entre índios e não-índios no Brasil. No episódio de Humaitá, três não-índios foram assassinados, cinco índios estão presos, as comunidades indígenas estão privadas da receita do pedágio e são hostilizadas nas cidades do entorno das terras indígenas. Mas as ONGs estão com os cofres cheios. Ivã Bocchini, que foi exonerado por incitar a violência dos índios contra os não índios, perdeu apenas a função no Amazonas, mas já foi nomeado para outra coordenação no litoral de São Paulo. Índios e não-índios ficam na pior, enquanto os indigenistas, antropólogos ONGueiros, engajados e militantes se dão bem, muito bem enquanto o cenário interétnico continua pegando fogo.

Veja mais sobre estes mesmos assuntos no site Questão Indígena : http://www.questaoindigena.org/2014/04/quem-ganha-com-violencia-no-campo-ieb-e.html#sthash.NVvxtoLh.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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2 respostas para Conheça o esquema que promove e alimenta a violência étnica no Brasil: IEB e Funai planejam ações em conjunto para a região do sul do Amazonas em 2014

  1. Esse é o jeito PT de governar.

    • edwardluz disse:

      Infelizmente Adriano, estamos caminhando para a mais descontrolada e desgovernada situação de conflitos étnicos já vista no Brasil. Muito triste vivermos num país perto do precipício dos conflitos étnicos permanentes. Edward Luz.

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