Traídos pelo Governo Federal Kaingangs ameaçam com nova onda de retomadas caso o Governo não demarque terras no RS

Sentindo-se traídos pelo Governo Federal Kaingangs ameaçam com nova onda de retomadas caso o Governo não demarque terras no RS.

Lideranças Kaingang reunidas

Lideranças Kaingang reunidas para decidir novas ações estratégicas

Líderes kaingang do Rio Grande do Sul acabam de divulgar uma nota na qual afirmam que não se responsabilizarão pelo que possa acontecer caso o Governo não dê andamento nos processos de demarcação de Terras Indígenas no estado. Os caciques dizem ainda que não participarão de mais nenhuma reunião com o Governo. 
Os Kaingang exigem a homologação das áreas já demarcadas e a expulsão dos pequenos produtores locais. Querem também a demarcação das Terras Indígenas Irapuá, em Caçapava do Sul, Passo Grande do Rio Forquilha, em Sananduva, e Votouro/Candóia, em Faxinalzinho, onde dois agricultores foram violentamente assassinados pelos índios em ações que exigiam a demarcação.

De acordo com a nota, a prisão dos índios envolvidos no assassinato dos dois agricultores “não serviu para amedrontar” as lideranças. Os caciques exigem que os suspeitos do assassinato sejam soltos ou “não se responsabilizarão pelo que possa acontecer”, diz a nota.

Os índios pedem que a Funai responda as ameaças da nota por escrito até o próximo dia 22. Os caciques finalizam dizendo que estão organizados e mobilizados para “ações concretas” a qualquer momento.

Detalhe: ninguém assina a nota.

Veja a íntegra da nota:

Documento das lideranças indígenas do Rio Grande do Sul

Nós, lideranças indígenas reunidas no dia 15/05/2014, na Terra Indígena Rio dos Índios, município de Vicente Dutra (RS), decidimos que não iremos a Brasília (DF), porque fomos traídos pelo governo Estadual e Federal com prisão das nossas lideranças indígenas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve parar com reuniões e mais reuniões, estamos cansados, e partir de vez para concretude. As atitudes e ações concretas que devem ser tomadas pelo ministro são:

1 – Pagar os colonos de Rio dos Índios, fazer a desintrusão e a homologação da Terra.

2 – Mandar Grupos Técnicos (GTs) para a Terra Indígena Passo Grande da Forquilha, município de Sananduva (RS), concluindo o processo de demarcação daquela Terra;

3 – Assinar as Portarias de declaração de posse as Terra Indígena Votouro/Kandóia;

4 – Assinar a publicação declaratória da Terra Indígena Irapuá, município de Caçapava do Sul (RS).

A prisão das nossas lideranças indígenas não serviu para nos amedrontar, exigimos que soltem as nossas lideranças porque não nos responsabilizamos pelo que possa acontecer. As lideranças indígenas querem a resposta deste documento, por escrito, enviada para a Funai e que a Funai nos informe também por escrito, não queremos respostas por telefone. Repudiamos a reunião marcada para o próximo dia 22/05/2014 e exigimos até lá uma resposta deste documento. Nós, lideranças do RS, estamos organizados e mobilizados para ações concretas a qualquer momento.

– Veja matéria completa no Site Questão Indígena ://www.questaoindigena.org/2014/05/urgente-kaingangs-amecam-com-nova-onda.html#sthash.VHfBFPQV.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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