CIMI tenta soltar kaingangs suspeitos de assassinar dois agricultores no RS

Agindo de maneira estratégia midiática e bem orientada e articulada, CIMI tenta liberar índios kaingangs suspeitos de assassinar dois agricultores no RS.

Índios kaingangs suspeitos de assassinar dois agricultores no RS

Faxinalzinho em Luta pelo assassinato de dois agricultores no RS.

O delegado responsável pela prisão dos índios Kaingang envolvidos no assassinato de dois agricultores no Rio Grande do Sul, Mário Vieira, está sendo perseguido pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Advogados acionaram judicialmente o delegado por uma suposta ação arbitrária na condução das investigações sobre o assassinato cometido pelos índios.

Os Kaingang foram presos quando participavam de uma reunião com representantes do governo do estado, em busca de soluções para os conflitos criados pelas demarcações de terras indígenas feitas pela Funai no Rio Grande do Sul. Na ocasião das prisões, o delegado chegou a declarar que a prisão dos indígenas era um “presente para o dia das mães” para as mães dos dois agricultores assassinados. Anderson e Alcemar de Souza eram irmãos.

Liebgott: Índios são vítimas

Para Roberto Liebgott, representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na região, o delegado pretende transformar os índios em criminosos. “O delegado se colocou acima do poder judiciário”, disse Liebgott.

A tática de transformar os algozes em vítimas é prática velha do Cimi. Logo depois do assassinato Liebgott soltou uma nota na qual acusava os dois agricultores assassinados de tentar “afastar à força os indígenas” para liberar a via e de “sequestrar e usar como refém uma criança na tentativa de romper o bloqueio”. Segundo a nota do Cimi, provavelmente escrita por Liebgott, foi só por essas razões que os dois agricultores “acabaram mortos” pelos índios.

Advogados pagos não se sabe por quem, impetraram um habeas Corpus na Justiça Federal de Erexim, solicitando liminarmente a soltura dos cinco índios presos por participação no assassinato de Anderson e Alecemar Souza. O advogados pediram também o afastamento do delegado Mário Vieira e a anulação do inquérito.

As liminares foram negadas pelo juiz. Outra solicitação judicial para que os cinco presos ficassem submetidos à custódia da Funai, também foi indeferida.

– Veja mais em http://www.questaoindigena.org/2014/05/cimi-tenta-soltar-indios-kaingang.html#sthash.GJgFMelj.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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