Assustada, ABA corre para informar Congresso Nacional que Edward M. Luz tem raciocínio próprio e “não fala por nós”.

   Totalmente confortável com seus servos fiéis e subservientes, que abdicam o exercício da crítica e rezam na mesma cartilha ideológica em que foi doutrinada e ensinada a grande maioria dos antropólogos a rezar a mesma ladainha há pelo menos quatro décadas, a Associação Brasileira de Antropologia, (ABA) levou um susto em meados de maio quando viu o nome do antropólogo Edward M. Luz, arrolado entre os nomes dos palestrantes convidados para participar de Audiência Pública para debater a possibilidade do Brasil renunciar a Convenção 169 da OIT.

A audiência foi convocada pelo Deputado Federal Paulo Cesar Quartiero (Democratas-RR) que conseguiu aprovar sua proposta para discutir a revogação do Brasil à subscrição da Convenção 169 sobre Povos Indígenas e Tribais da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O requerimento foi aceito na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (23/4).

   Acostumada com o longo monopólio da “fala autorizada pela ciência antropológica” a ABA mobilizou sua Comissão de Assuntos Indígenas (CAI) para preparar um ofício e entregar aos deputados, ministros e procuradores que estariam na audiência pública, onde a associação se apressa para informar que Edward Luz  1) NÃO PENSA COMO A ABA, 2) não FALA COMO ABA doutrina os seus militantes para  que falem, 3) NÃO FALA PELA ABA, logo, 4) Edward Luz não pode ser considerado apto à FALAR SOBRE O TEMA.

   É isto, leiam abaixo.. o teor do ofício desta ex-prestigiosa associação e perguntem-se sobretudo:

1) Qual seria o temor de uma associação tão prestigiada como esta?

2) Que mal poderia haver num antropólogo não filiado à ABA em participar de uma  audiência pública e apresentar um seminário na Câmara dos Deputados ?

e por fim,

3)  Como é possível que exista um antropólogo brasileiro que não tenha a mesma postura engajada militante, a mesma compreensão ideológica do mundo e o mesmo compromisso com a agenda indigenista internacional??

É claro que eu darei uma resposta à altura desta. Por hora, eis o ofício da ABA:

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ABA não quer perder o monopólio da fala "científica".

ABA teme perder o monopólio da fala “científica” sobre os indígenas enquanto sua credibilidade já foi pelo ralo.

Florianópolis, 3 de junho de 2014.

Ao Ministro….

Excelentíssimo Ministro,

   Sabedores da audiência pública relativa a Convenção 169/OIT, viemos informar-lhe que a Associação Brasileira de Antropologia/ABA considera esta peça fundamental para a consolidação da legislação referente aos direitos indígenas no país e se disponibiliza a fornecer subsídios sobre a matéria bem como se prontifica a participar de futuros debates promovidos por esta Egrégia Comissão.

   Outrossim gostaríamos de acrescentar que o Sr. Edward Luz não representa de maneira alguma as posições da ABA, nem expressa a experiência e o saber acumulado pelos antropólogos brasileiros neste assunto. Por declarações equivocadas e simplificadoras, inteiramente desprovidas de rigor e embasamento científico, reiteradamente dadas a imprensa, o citado senhor foi desligado dessa associação, no início de 2013, de acordo com parecer da Comissão de Ética, aprovado pelo Conselho Científico.

Manifestando-lhe os nossos protestos de mais alta estima e consideração,

Atenciosamente,

Carmen Rial
Presidente da ABA

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Mais uma vez,

Informo que no momento certo e apropriado darei uma resposta à altura explicando os fatos ocorridos e esclarecendo os motivos e razões pelas quais discordo frontalmente da ABA.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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2 respostas para Assustada, ABA corre para informar Congresso Nacional que Edward M. Luz tem raciocínio próprio e “não fala por nós”.

  1. Pois é, pelo óbvio, então a ABA deveria se posicionar pelo cancelamento de todos os trabalhos realizados durante o tempo em que o Antropólogo Edward pertenceu aos seus quadros funcionais, em especial aquelas áreas indígenas como na Amazônia, onde o trabalho este profissional laborou ou trabalhou nos grupos técnicos para delimitação de algumas áreas indígenas.

  2. edwardluz disse:

    Prezado Adriano Benetti,

    outra vez obrigado pelo comentário.
    Informo que atualizei o mesmo post, acrescentando agora algumas de minhas interpretações e dados a mais para permitir uma melhor compreensão da relação da ABA comigo. O Post ficou bem melhor agora. Entra lá e releia.

    Estou recebendo muitas combranças dos meus leitores sobre a minha participação nesta audiência pública e informo que certamente irei publicar algumas coisas aqui. É isto. Abraços, Edward

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