Reportagem da Band revela fraudes e crimes da estratégia etnogênica Tupinambá.

    Em reportagem especial, canal Band revela como mestiços da região do Sul da Bahia ainda são recrutados e aliciados para se autoidentificarem como indígenas para  cometerem crimes, fortalecer movimento étnico e engrossar invasões de propriedades no sul da Bahia.

Reportagem da Band revela fraude etnogênica no sul da Bahia

Reportagem da Band revela fraude Tupinambá.

Centenas de moradores são coagidos a fazer cadastro na Funai (Fundação Nacional de Índios) como se fossem índios para engrossar invasões de terra no sul da Bahia. A região vive um conflito permanente por causa da expulsão de agricultores dessas propriedades. O Jornal da Band revelou, com exclusividade, como funciona a fraude que criou uma tribo de falsos indígenas.

Apesar de a constituição proibir a ampliação de áreas indígenas desde 1988, a  Funai faz vista grossa e há quatro anos demarcou uma área de quase 50 mil hectares que abrange três municípios.

A área pretendida pela Funai fica numa região conhecida como Costa do Cacau e do Dendê. São terras ocupadas tradicionalmente há séculos por mestiços, descendentes de índios, brancos e negros que povoaram o Brasil desde os tempos do descobrimento.

As denúncias envolvendo o movimento por terras e teto, denominado “Tupinambá” abrangem irregularidades que incluem desde financiamentos bancários, à concessão de todos os benefícios em programas sociais do Governo Federal e até a aposentadoria aos 55 anos, sem comprovação de nenhuma contribuição a Previdência.

Como “surge” um Índio Tupinabarana em Ilhéus :

Um dos critérios para emissão do RG indígena, o Rani (Registro Administrativo de Nascimento de Índio) é o autorreconhecimento – a comunidade indígena tem de reconhecer a pessoa como índio. Caso a Funai tenha dúvidas sobre a etnia, deve pedir um laudo que reúne dados genealógicos e estudos antropológicos, além de depoimentos de índios que comprovem a árvore genealógica ou ascendente dos requerentes.

Em Ilhéus, segundo o depoimento de algumas pessoas aliciadas e que já pediram a retirada de seus nomes do cadastro, bastava levar a cópia dos documentos e receber o Rani, inclusive com o nome indígena já registrado. Uma ex-índia, disse ter tirado os nomes indígenas dela e do filho – “Ababicareyma” (mulher livre) e “Caiquara” (o amado) – de um dicionário de tupi-guarani.

O Rani não confere direitos por si só, mas na ausência da certidão de nascimento serve como subsídio para inclusão em programas sociais, como o Bolsa Família e cotas em universidades. Confira abaixo a reportagem da Band:

Enquanto o Ministério da Justiça não dá a palavra final, mais de 100 propriedades já foram invadidas por grupos armados liderados por caciques que se dizem índios Tupinambá. Mesmo quem tem mandados de reintegração de posse é obrigado a aguardar o efetivo da polícia que é escasso na região.

Os conflitos aumentaram desde que uma base da Polícia Federal foi atacada no início do ano. Os índios são apontados como autores dos disparos. No início do mês, um agricultor foi morto a tiros e teve a orelha cortada. Quatro suspeitos são procurados, mas até agora ninguém foi preso.

Para aumentar o exército de invasores, os caciques fora da lei forjam cadastros de não índios. E em bairros da periferia de Ilhéus a lista já passa de oito mil.Depois que o escândalo dos registros falsos veio à tona, mais de 300 pessoas procuraram voluntariamente a Funai para se descadastrar.

Apesar de todas as denúncias de fraudes, crimes gravosos, de manipulação identitária, desonestidade do órgão federal e ilegalidade, a ABA, Associação Brasileira de Antropologia, continua dando seu total apoio à organização política liderada pelo Cacique Babau, protestando contra sua prisão, e é claro, exigindo a demarcação imediata das terras habitadas pelos Tupinambás“. Um de seus membros teve coragem de ir até o Congresso Nacional e afirmar que a postura desta instituição é “científica e técnica” e não ideológica. Além de piada de mal gosto é também  uma inverdade na qual ninguém acredita

Procurada, a Funai disse que não tutela índios e que [por total conivência], não vai comentar a denúncia. O juiz e a procuradora responsáveis pela investigação e pelo julgamento do assassinato do líder dos produtores de cacau reclamam da ausência do estado na região.

Os conflitos aumentaram desde que uma base da Polícia Federal foi atacada no início do ano. Os índios são apontados como autores dos disparos. No início do mês, um agricultor foi morto a tiros e teve a orelha cortada. Quatro suspeitos são procurados, mas até agora ninguém foi preso.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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2 respostas para Reportagem da Band revela fraudes e crimes da estratégia etnogênica Tupinambá.

  1. Ou os homens de bem que estão na política fazem alguma coisa ou isso aqui vai virar uma baderna que dará uma boa desculpa para a implantação de um governo totalitarista!

  2. Mary Curiosa disse:

    Índio de cabelo duro
    Ele e a irmã
    Vai tomar no cu

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