ABA jura que faz trabalho criterioso e científico. Alguém ainda acredita nisto?

O antropólogo Christian Teófilo da Silva, representante da ABA tentou convencer audiência que trabalho dos antropólogos não é enviesado, ideológico nem parcial. Ninguém acreditou e nem ele mesmo acredita nisto.

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência Pública. Membro da Comissão de Assuntos Indigenas, Cristhian Teófilo da Silva
Prof. Cristhian foi o único que compareceu à Audiência completamente esvaziada.

Lutando para manter o monopólio da fala cientificamente  credenciada pelo Estado, representante da ABA defendeu a manutenção da regra atual, só por temer que o debate democrático represente uma barreira ao projeto de expansão do poderio das ONGs e da estratégia de retomada do território tradicionalmente ocupadopor indígenas.

Nem o Serraglio que tem natureza calma, compreensiva e de boa fé !!! É tarde Christian, o engajamento crescente  credibilidade da ABA e da antropologia brasileira é decrescente, senão morta!!! Demarcação de terras indígenas não pode mais ser mantida como monopólio dos antropólogos que monopolizam, induzem, e controlam o Governo refém de seus laudos, suas orientações ideológicas e suas ONGs internacionais .

Como era de se esperar, Christian Teófilo da Silva, representando a Associação Brasileira de Antropologia, defendeu na última sexta-feira 06 de junho na Câmara a tese de que a demarcação de terras indígenas deve continuar sendo feita pelo governo, por meio do Ministério da Justiça, que, segundo ele, determinaria a extensão de terras indígenas segundo seus usos, costumes e tradições, e “livre das pressões de agentes que têm outra lógica de apropriação e desenvolvimento“.

Num triste retrato da extremismo político em que o Brasil se encontra, o antropólogo participou sozinho de audiência pública absolutamente vazia (sem ninguém mesmo) na comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição 215/00, que transfere para os parlamentares o poder de decidir sobre a demarcação de áreas indígenas, de quilombolas e reservas ambientais.”O entendimento que se tem hoje é que as atuais regras existentes para o processo de demarcação de terras indígenas são regras previamente construídas pelo próprio Congresso Nacional.

Mesmo não tendo autoridade ou suficiente saber jurídico, Teófilo da Silva assegura que a proposta em análise na Câmara é inconstitucional. Segundo ele, atribuir a parlamentares o que é rotina administrativa do Poder Executivo se torna um risco aos territórios que se encontram constitucionalmente assegurados.

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência Pública. Dep. Osmar Serraglio (PMDB-PR)
Serraglio lamentou a postura intransigente e autoritária da ABA.
O relator da proposta, deputado Osmar PMDB-PR), estranha e lamenta essa avaliação, pois seu relatório nem está pronto. “Confesso que eu vejo isso com muita tristeza. Quando se diz que o Congresso Nacional não pode atuar. Quer dizer, o povo brasileiro não pode solucionar os seus problemas”  lamentou Serraglio. NÃO DEPUTADO, não pode, e não conseguirá solucionar!!! É evidente que, com sua boa vontade o Deputado ainda não se deu conta de quão forte e poderoso é o aparato indigenista-ambientalista-antropológico que domina o mercado de terras indígenas no Brasil. Serraglio lamenta a falta de sensibilidade democrática lembrando que dos oito convidados para discutir o assunto hoje, apenas um compareceu.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, afirmou no fim do mês passado, após reunião com lideranças indígenas, que só vai colocar a proposta em votação no plenário se houver consenso na Câmara, ou seja: NUNCA. Só existe uma imensa maioria na Câmara e na sociedade que deseja a PEC 215, mas nunca haverá consenso, portanto nunca haverá solução por esta via.

Se o consenso é difícil até mesmo na comissão especial, imagine no Plenário!!! Admite o presidente do colegiado, deputado Afonso Florence (PT-BA) que “Consenso eu não posso dizer que é impossível, mas as possibilidades são obviamente reduzidas.”

Parecer
O relatório da comissão especial será apresentado após a realização de mais duas audiências públicas na Câmara. A próxima está marcada para quarta-feira (11) e terá a participação de representantes dos órgãos públicos que tratam da questão indígena. A última audiência contará com a presença de representantes dos produtores rurais.

Amanhã, a proposta vai ser discutida em São Paulo.

Anúncios

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em PECs Indígenas no Congress. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para ABA jura que faz trabalho criterioso e científico. Alguém ainda acredita nisto?

  1. Cleonilson Almeida Santos Soares disse:

    Caramba, ms ele estava sozinho mesmo? rrssr

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s