Grupo Autodeclarado Indígena fecha a AM-070 em protesto e pedem reintegração de terreno

Os manifestantes de autodeclaradas 18 etnias denunciam que as intervenções de uma empresa estão desmatando árvores e destruindo parte do cemitério das etnias em Iranduba.

[ i ]Manifestantes reclamaram que, durante o protesto, mulheres e crianças indígenas sofreram agressões dos policiais militares.

Um Grupo autodeclarado de aproximadamente 30 índios de supostos 18 etnias bloquearam, por 40 minutos, na manhã desta quinta-feira (5), a saída da Ponte Rio Negro em Iranduba, após a Polícia Militar intervir em uma invasão dos indígenas em um terreno localizado no quilômetro 5 da AM-070. Segundo os manifestantes, o terreno, que passa por obras de uma empresa particular, pertence as etnias.

Os indígenas denunciaram que essas intervenções da empresa estão desmatando as árvores no local e destruindo parte do cemitério das etnias que fica no mesmo terreno.

Os manifestantes reclamaram que, durante o protesto, mulheres e crianças das etnias, Mundurucu, Kokana, Tupinambá, Mura e Baré, sofreram agressões e ameaças dos policiais militares.

“Os policiais estão ameaçando as mulheres. Apanhamos dos policiais que estão nos tirando daqui. Nosso protesto é pacífico, estamos reivindicando os nossos direitos”, afirmou um dos manifestantes da etnia Miranha, Kaiokin, 33.

Para a ação de negociação com os indígenas, aproximadamente 20 policiais, quatro viaturas e um helicóptero, participaram da operação, de acordo com o major Marcos Santiago. “Eles ficaram 40 minutos bloqueando a estrada com a queimada de entulhos e pneus, mas efetuamos o desbloqueio da via pacificamente”, disse.

De acordo com o prefeito do município, Xinaik Medeiros, o grupo de manifestantes não é composto por índios. “Eles estão se passando por índios, invadiram o terreno e o Marco Aurélio, que é o verdadeiro proprietário, deve retirá-los com o apoio da polícia, ainda nesta quinta”, revelou.

O comandante da Policia Militar Almir David informou que a policia está acompanhando a movimentação dos manifestantes. “Nós estamos acompanhando esses atos na AM-070. Eles estão sempre ali nessa pressão, uma liderança indígena Sabá Kokani, que aparentemente tem um mandado de prisão. Existe um mandado de reintegração e vamos solicitar da justiça uma reintegração do mandado. Amanhã, vamos nos reunir no Gabinete de Gestão Integrada, as 11h”, disse Almir David.

“Eles podem estar cometendo crime de desobediência, queremos tomar uma medida mais rigorosa para que essa situação não volte a ocorrer e respondam pelo crime. Temos duas viaturas e dez militares que estão realizando o monitoramento. Não houve a agressão, mas vamos abrir um procedimento para averiguar essas denúncias, mas acredito que não aconteceu por que o próprio major negociou a saída para evacuar a via”, completou o comandante.

A reportagem do PortalD24AM entrou em contato com a empresa responsável pelo terreno, mas a mesma preferiu não divulgar informações sobre as obras e reivindicações dos indigenas.

05 Jun 2014 . 12:30 h . Gisele Rodrigues e Karina Palmeira . 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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